‘Padrinhos’ da inteligência artificial recebem o Nobel da Computação

João Ortega

Por João Ortega

27 de março de 2019 às 15:31 - Atualizado há 2 anos

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Cientistas que foram responsáveis por revolucionar a inteligência artificial vão receber o Prêmio Alan Turing de 2018, maior condecoração em computação do mundo. Os canadenses Yoshua Bengio, Geoffrey Hinton e o francês Yann LeCun desenvolveram avanços significativos na tecnologia de deep learning, que hoje é a principal técnica de aprendizado dos computadores para compreender o universo analógico.

O Prêmio Alan Turing é conhecido como o Nobel da Computação, e premia os vencedores anuais com US$ 1 milhão. O Google é um dos apoiadores financeiros da premiação. A cerimônia oficial acontece em São Francisco, no mês de junho, e se refere ao ano anterior.

Cherri Pancake, presidente da organização responsável pelo prêmio, disse que a inteligência artificial está entre as áreas que crescem mais rapidamente na ciência. “O aumento do interesse em IA se dá, em grande parte, aos avanços em deep learning para que Bengio, Hinton e LeCun criaram a fundação. Essas tecnologias são usadas por bilhões de pessoas”, afirma.

Pancake ainda exaltou a vasta gama de áreas do conhecimento que hoje são afetadas diretamente pela inteligência artificial e, por consequência, pelos avanços realizados pelos cientistas. “Além dos produtos que usamos todos os dias, novos desenvolvimentos em deep learning deram aos pesquisadores poderosas ferramentas – em áreas que vão da medicina, astronomia e até a ciências de materiais”, diz.

Yoshua Bengio é professor da Universidade de Montreal e diretor científico de dois institutos de pesquisa em dados e inteligência artificial no Canadá. Geoffrey Hinton é VP da equipe de engenharia do Google e professor emérito da Universidade de Toronto. Já Yann LeCun é professor da Universidade de Nova York e cientista-chefe em inteligência artificial do Facebook.

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