O shopping center que você conhece está com os dias contados

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

26 de dezembro de 2018 às 07:02 - Atualizado há 2 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

Você imagina como serão os shopping centers no futuro? Muitos deles provavelmente nem existirão.

De acordo com um estudo do Credit Suisse, até 25% dos shoppings fecharão as portas nos Estados Unidos nos próximos cinco anos.  Segundo o banco, isso se deve às experiências digitais que estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, e grande parte do varejo está migrando para o comércio eletrônico.

Leia mais

No Brasil, uma coisa é clara: os shoppings terão que se transformar para não perder espaço. “Os shoppings devem encontrar diversos caminhos. Hoje, ele é um grande marketplace, já que reúne diversos varejistas. No futuro, pode virar uma versão digital disso”, afirmou Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios do Varejo da ESPM.  

Segundo Pastore, a tendência é que aplicativos e outras tecnologias estejam cada vez mais presentes na experiência do cliente. “Se hoje já temos app para fazer compras de supermercado, o mesmo pode acontecer para o shopping”, disse.

A expectativa é que, no futuro, existam novas soluções para os shoppings, desde inovações para reservar vagas no estacionamento à mesclagem de experiências digitais com os espaços de convivência.

O que temos hoje

A startup Onyo decidiu criar uma solução para otimizar o tempo dos clientes nas praças de alimentação.

Os usuários podem fazer pedidos nos restaurantes cadastrados no aplicativo antes mesmo de chegar ao local, com acesso a promoções exclusivas da plataforma. Quando a refeição fica pronta, o cliente recebe um alerta e pode buscar o pedido, sem filas.

Já a Decision 6 foi criada para unir o varejo físico com as métricas digitais.

Com a instalação de um sensor, o varejista tem acesso a diversos dados, como fluxo de visitantes da loja e quantas pessoas olharam a vitrine. “O sensor lê os sinais de dispositivos móveis de cada um que entra, ajudando o varejista a entender o perfil dos seus clientes”, explicou João Paulo Couto, presidente da empresa.

A startup tem diversos clientes do varejo físico, como Boticário, Arezzo e Coca-Cola. Segundo o executivo, o papel da tecnologia no varejo físico é fazer com que a experiência de compra do cliente se torne mais completa e cômoda. “O consumidor quer ser surpreendido, seja no comércio eletrônico ou não. Por isso, ser assertivo na comunicação e entender o seu perfil é muito importante”, afirmou.

Para Couto, os shoppings não vão acabar, mas se transformar. “Para atender aquilo que o cliente busca, eles se tornarão áreas de convivência, proporcionando diversas experiências, com uma mistura de coworking, espaço de lazer, alimentação e compras”, disse.

Especial Varejo do Futuro