O que Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google compraram em 2018?

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Por Isabela Borrelli

13 de novembro de 2018 às 17:05 - Atualizado há 2 anos

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As empresas que formam o FAANG (abreviação de Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google) são consideradas as mais poderosas, valiosas e influentes do mundo. Dessa forma, não é surpresa que o que elas fazem seja tendência, ainda mais se isso envolve a compra de outras empresas ou startups.  

Essas negociações são importantes não só em relação aos tipos de startups que estão sendo adquiridas, mas também os setores em que elas atuam e a velocidade em que elas são feitas, uma vez que esses dados podem nos fornecer pistas de onde esses gigantes mundiais estão mirando e apostando. 

Quadro geral 

Em 2018, apenas uma FAANG não fez aquisições: a Netflix. A empresa, que está investindo bilhões em conteúdo original, manteve seu status de uma empresa de poucas compras. Ao longo de oito anos, ela só fez uma aquisição. Já o Facebook, Apple, Amazon e Google não podem dizer o mesmo. 

Abaixo, confira o que cada empresa do FAANG adquiriu ou investiu nesse ano, segundo o Crunchbase: 

Facebook 

Os últimos dois anos não foram muito bons para o Facebook. A empresa foi alvo de diversos escândalos recentemente, principalmente em relação ao acesso de dados pela Cambridge Analytica, e é possível que esses acontecimentos podem ter impactado diretamente algumas decisões de compra da empresa. 

A Bloomsbury AI, uma empresa de processamento de linguagem natural do Reino Unido, por exemplo, estará trabalhando nos esforços do Facebook para identificar notícias e postagens falsas na plataforma de mídia social. O Confirm.io, por outro lado, desenvolveu um software para autenticar IDs emitidos pelo governo, que pode ser usado para recuperar com segurança e rapidez contas hackeadas. 

O Facebook adquiriu quatro startups em 2018 até agora, o que está em ritmo com a sua cadência de aquisição em 2017. No entanto, a empresa se tornou cada vez menos aquisitiva desde 2012, quando adquiriu o Instagram, juntamente com 13 outras empresas.   

Amazon 

O ritmo de compra de startups pela Amazon diminuiu desde o ano passado. No entanto, isso pode ter sido resultado do aumento no número (e preço) de aquisições que a varejista fez em 2017. A gigante bateu o próprio recorde de compras no ano passado, incluindo uma aquisição da Whole Foods por US$ 13,7 bilhões. 

Com base em seu histórico, a Amazon se concentra em adquirir empresas com participação de mercado significativa em verticais direcionadas. Por exemplo, a Amazon está competindo com outras empresas de entrega de produtos, como a Instacart, que obteve US$ 1,6 bilhão em financiamento próprio. Ela também adquiriu o Souq.com em um acordo de US$ 580 milhões que solidificou sua concorrência contra a Noon.com no Oriente Médio. 

Da mesma forma, a aquisição da PillPack pela Amazon neste ano garantiu sua presença no setor de assistência médica e sua aquisição da empresa Ring, de campainha conectada, aumenta sua ambição de se tornar o dono da casa inteligente. 

Com preços de US$ 1 bilhão por cada uma, a Amazon está claramente disposta a apostar alto nos líderes de mercado das áreas que pretende controlar. Outros também antecipam que a Amazon aumentará seus investimentos em inteligência artificial, buscando melhorar ainda mais sua plataforma Alexa. Com a Amazon continuando a crescer nesses setores e a bloquear participação de mercado globalmente, investimentos e aquisições de concorrentes podem continuar a fazer parte de sua estratégia. 

Apple 

No início deste ano, a Apple atingiu um valor de mercado de US$ 1 trilhão; no entanto, isso não se traduziu em uma enxurrada de investimentos. A Apple não é de fazer grandes aquisições de mercado, optando por adquirir empresas menores com IP valioso para tecnologia que podem ser usadas em seus dispositivos e software. 

No entanto, a Apple gastou uma fatia maior de dinheiro na Dialog Semiconductor em 2018 e a compra parece ter valido a pena. Durante a palestra de setembro, a empresa destacou seu novo chip A12, projetado especificamente para aplicações de aprendizado de máquina. Como o TechCrunch observou na época, a compra da empresa alemã, juntamente com suas licenças e IP, melhorou as metas de desenvolvimento de chips da Apple. 

Em agosto, a Apple adquiriu a Akonia Holographics, uma startup focada na realidade aumentada, um setor que a Apple tem mostrado interesse recorrente. Finalmente, a fabricante do iPhone também adquiriu o aplicativo de mídia Texture, supostamente para expandir seu aplicativo Apple News. 

Google 

Há uma observação importante sobre o ritmo de aquisição do Google, aponta o Crunchbase. Em 2015, a empresa anunciou uma reestruturação que redirecionou a estratégia do Google para sua empresa-mãe, a Alphabet. A Alphabet continuou a fazer aquisições e investimentos no que diz ser “outras apostas”, como o Waymo, anteriormente do Google. O estreitamento do foco de negócios específicos do Google coincide com essa redução nas aquisições de 2014 a 2015. 

Entendido isso, parece que agora o Google está focado principalmente em melhorar sua capacidade técnica e especialidades, em vez de seguir o caminho da Amazon e adquirir concorrentes formidáveis para participação de mercado. 

A empresa se concentrou em melhorar suas divisões além do Adwords. Especificamente, três de suas aquisições se concentraram no Google Cloud, liderado por Dianne Greene. A empresa está aprimorando a capacidade técnica de seus aplicativos em nuvem para trazer mais clientes para a plataforma e longe da AWS e da Microsoft Cloud.