Pela primeira vez, número de mulheres com diploma supera o de homens, nos EUA

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

20 de agosto de 2019 às 15:50 - Atualizado há 1 ano

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Este ano pode ser o primeiro ano em que as mulheres serão a maioria da força de trabalho formada em faculdades nos Estados Unidos. Desde 2013, a parcela feminina de trabalhadores com formação universitária tem sido de cerca de 49%. Mas neste ano, a quantidade de mulheres formadas que ingressam no mercado de trabalha deve superar a de homens, ainda que por uma diferença muito pequena, pela primeira vez.

“Estamos vendo o ponto alto de uma tendência que começou há mais de 40 anos”, disse Nicole Smith, economista-chefe do Centro de Educação da Universidade de Georgetown e da Força de Trabalho, ao Wall Street Journal. “Isso vai dar às mulheres muito mais potencial de ganhos. Isso lhes dará mais controle sobre suas finanças e sobre o seu próprio destino”, disse Smith.

De acordo com dados do censo americano, os domicílios chefiados por mulheres representavam pouco mais de 26% de todos os lares em 1980. Até 2018, esse número cresceu para 30,5%, embora mudanças sociais mais amplas também contribuam para essa tendência.

A ascensão dessas trabalhadoras já está mudando a forma como as empresas estruturam os seus pacotes de remuneração e benefícios para atrair mulheres qualificadas. De acordo com a consultoria em RH Mercer, apenas 6% dos empregadores com 20.000 ou mais funcionários cobriam o congelamento de ovos em 2015. Em 2018, esse número quase triplicou para 17%.

As empresas menores, que estão baseadas nos Estados Unidos, viram um crescimento menor, mas constante, na cobertura dos serviços de fertilidade nos últimos anos. A licença parental paga também teve um crescimento. A porcentagem de empresas que oferecem cobertura aumentou de 24% para 40% entre 2015 e 2018, de acordo com a Mercer.

Com mais mulheres obtendo diplomas, é provável que nos próximos anos, mais mulheres ascendam na hierarquia corporativa. A pesquisa anual da McKinsey sobre mulheres no local de trabalho mostra ganhos – embora pequenos – na proporção de mulheres em quase todos os níveis nos últimos anos.

Poucas delas em tecnologia e engenharia

Ainda assim, segundo estatísticas do censo americano, um número elevado de mulheres ainda exerce profissões como professora ou enfermeira. Essas profissões continuarão a ser demandadas no futuro, maus seus salários não são tão altos quanto algumas profissões dominadas por homens.

Isso “coloca as mulheres em uma desvantagem significativa não apenas em seu primeiro emprego, mas também tem impacto cumulativo ao longo da vida, que pode ser de milhões de dólares”, disse a economista-chefe do Centro de Educação da Universidade de Georgetown e da Força de Trabalho.

Desde o final da década de 1990, as mulheres correspondem a cerca de metade de todos os diplomas de bacharel em ciências e engenharia, mas suas realizações variam amplamente por área de atividade. Em 2015, elas receberam mais da metade de todos os diplomas de cursos de graduação em ciências biológicas, mas apenas 18% em ciências da computação e 20% em engenharia, de acordo com a National Science Foundation.

Hoje, as mulheres representam metade da força de trabalho formada em faculdades dos EUA, mas preenchem apenas 28% dos empregos em ciências e engenharia. O dado mostra que embora tenham conquistado muito espaço no mercado de trabalho nas últimas décadas, elas ainda fazem opções de formação e carreira que as coloca em desvantagem na Nova Economia, onde as profissionais mais valorização são ligadas à tecnologia e às ciências exatas.