MIT cria faculdade focada em I.A e computação e investirá US$ 1 bilhão no setor

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

15 de outubro de 2018 às 17:28 - Atualizado há 2 anos

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O Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) anunciou, nesta segunda-feira, que irá investir US$ 1 bilhão em “oportunidades e desafios” em ciência da computação e inteligência artificial. Como parte da iniciativa, a instituição irá criar uma nova faculdade focada especificamente nesses setores.

No anúncio, o MIT mencionou que esse é o “maior investimento em computação e I.A já feito por uma instituição acadêmica americana”. O aporte foi possível devido a doação de US$ 350 bilhões de Stephen A. Schwarzman, fundador e CEO do fundo de investimentos Blackstone, que possui US$ 440 bilhões em ativos.

Como homenagem, a nova faculdade será chamada de “MIT Stephen A. Schwarzman College of Computing”. Além de CEO do fundo de investimentos, Schwarzman é um filantropo focado em educação, cultura e artes, atuando principalmente na resolução de problemas em escala global, “em busca de soluções transformadoras”, segundo o MIT.

A faculdade ficará localizada em um novo prédio no campus, que sofrerá a maior mudança estrutural desde a década de 50. A instituição deverá ser aberta em setembro de 2019, com a construção completa do prédio prevista para 2022. Além da construção do prédio, novos 50 cargos serão criados na faculdade e em outros departamentos do próprio MIT, focados na vertente trazidas pelo novo empreendimento.

O MIT informou que um dos papéis da faculdade será orientar a própria instituição a “trazer o poder da computação e I.A para todos os campos de estudo”. A instituição acredita que é possível também ter insights sobre essas tecnologias em outras disciplinas, prevendo até disponibilizar essas ferramentas em outros cursos, como o de jornalismo.

O projeto também busca dar maior excelência ao MIT na área de educação, pesquisa e inovação. Na educação, o MIT Stephen A. Schwarzman College of Computing buscará educar estudantes para usar e desenvolver inteligência artificial “para um mundo melhor”. Já em pesquisa, a instituição busca focar principalmente em políticas públicas e quais são as considerações éticas a respeito de computação e inteligência artificial.

“Avanços tecnológicos devem ir de frente ao desenvolvimento ético, com guias que antecipem os riscos de gigantes e poderosas inovações. É por isso que queremos ter certeza que os líderes que formamos irão oferecer ao mundo não apenas conhecimento tecnológico, mas a sabedoria humana – as consequências culturais, históricas e éticas de utilizar a tecnologia”, afirmou Rafael Reif, presidente do MIT, no anúncio.

O investimento de US$ 1 bilhão

Além do investimento de US$ 350 milhões de Schwarzman, o MIT levantou mais US$ 300 milhões, sem mencionar a origem do aporte. Agora, a instituição acadêmica possui US$ 650 milhões para investir em computação e I.A e planeja perseguir o valor restante para completar o investimento pretendido de US$ 1 bilhão.

Essa não é a primeira vez que Schwarzman investe em instituições acadêmicas ou em tecnologia. Neste ano, o investidor realizou um aporte de US$ 5 milhões na escola de negócios em Harvard para continuar o desenvolvimento de Inteligência artificial em indústrias e negócios.

Já em 2015, o investidor doou US$ 150 milhões para a universidade Yale para a criação do “Schwarzman Center”. Além desses empreendimentos, o CEO do Blackstone se mostrou interessado também na China – ele criou a Schwarzman Scholars, um programa na universidade Tsinghua, em Pequim, para educar líderes globais sobre o país.