Microsoft se compromete a negativar emissão de carbono até 2030

João Ortega

Por João Ortega

17 de janeiro de 2020 às 17:14 - Atualizado há 6 meses

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A Microsoft divulgou nesta quinta-feira (16) um plano de longo prazo visando a proteção do meio-ambiente. No documento, a empresa se compromete a negativar suas emissões de carbono até 2030. Na prática, isto significa que, no mínimo, a mesma quantidade de carbono emitido em todas as operações da Microsoft será retirada da atmosfera a partir da data definida.

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O plano também prevê que a companhia comandada por Satya Nadella vai compensar todas as suas emissões de carbono desde a fundação, em 1975, até 2050. Desta forma, a Microsoft se tornará, de fato, uma empresa sem nenhuma “pegada de carbono”.

“Reconhecemos que o progresso requer não apenas uma meta ousada, mas um plano detalhado”, destaca a Microsoft. “Uma grande parte do desafio é que, como sociedade, não nos comprometemos o suficiente para reduzir as emissões”.

Sete diretrizes

O plano da Microsoft foi dividido em sete diretrizes práticas que vão guiar a empresa às metas e aos prazos definidos.

  1. Guiar todo o trabalho baseado nas melhores e mais recentes pesquisas científicas sobre as questões ambientais;
  2. Tomar responsabilidade por todas as emissões em todas as etapas da logística e operação da empresa e de seus fornecedores;
  3. Investir US$ 1 bilhão em um fundo de “inovação climática” para desenvolver tecnologias eficientes de remoção de carbono da atmosfera;
  4. Empoderar clientes no mundo todo com tecnologias que os auxiliem a reduzir suas próprias pegadas de carbono;
  5. Publicar um relatório anual do meio-ambiente com uma avaliação transparente do progresso deste plano;
  6. Utilizar o alcance da “voz” da empresa para apoias políticas públicas e iniciativas que visem a redução da emissão e a remoção do carbono;
  7. Criar oportunidades para que os funcionários da Microsoft façam parte ativa do processo de redução das emissões de carbono.

Próximos passos

Até 2025, a Microsoft se compromete a substituir toda sua cadeia energética por fontes renováveis. Isto inclui todos os centros de dados, fábricas, laboratórios de pesquisas, prédios de escritórios e demais edifícios da empresa.

Para 2030, a empresa vai ter substituído sua frota de veículos por modelos elétricos. E, ainda este ano, a Microsoft vai incluir em sua “taxa de carbono” – US$ 15 que todas as áreas da companhia pagam ao fundo de inovação climática por tonelada de carbono emitido em suas operações – as emissões indiretas, que incluem desde a comida que os funcionários consomem até os processos de produção dos artigos de escritório utilizados na companhia.

“Redução de carbono é o caminho para o qual o mundo deve seguir, e reconhecemos que é isto que nossos clientes e funcionários querem que persigamos. É uma aposta ousada – o ‘moonshot’ – da Microsoft. E precisará ser o ‘moonshot’ do mundo inteiro”, finaliza o documento.