Criptomoeda Libra terá lastro dividido em cinco moedas – mas sem a chinesa yuan

João Ortega

Por João Ortega

24 de setembro de 2019 às 15:03 - Atualizado há 1 ano

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A composição percentual do Libra, projeto de criptomoeda do Facebook, foi divulgada na última sexta-feira pelo jornal alemão Der Spiegel. A reserva monetária do fundo do Libra será composta por dólar americano (50%), euro (18%), iene (14%), libra esterlina (11%) e dólar de Cingapura (7%). Portanto, a criptomoeda não terá lastro algum com o yuan, moeda oficial da China.

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O Libra ainda enfrenta resistência por parte de reguladores, tanto nos EUA como na União Europeia, por conta de uma descrença na segurança e confiabilidade das criptomoedas. Em julho, um representante do Facebook discursou para o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Deputados dos EUA sobre o projeto. A estratégia usada para convencê-los foi afirmar, sem citar nomes, que “se os EUA não liderarem a inovação em moedas digitais e pagamentos, outros irão”.  Nas entrelinhas, a fala referiu-se à China. “Se falharmos em agir, poderemos em breve ver uma moeda digital controlada por outros, cujos valores são dramaticamente diferentes”, afirmou David Marcus, executivo do Facebook.

A expectativa é de que o fundo tenha aproximadamente US$ 1 bilhão, para garantir a estabilidade da moeda digital. Além do Facebook, o projeto tem como apoiadores Visa, Uber, Paypal, Mastercard e cerca de vinte outras empresas.

No contexto da disputa comercial e tecnológica entre EUA e China, o fato de o fundo não ter yuan na composição é mais um apelo para que o projeto seja bem visto pelos governantes norte-americanos. Recentemente, inclusive, o senador Mark Warner alertou contra a adição do yuan à cesta de moedas do Libra. A moeda chinesa vem se tornando cada vez mais uma moeda global, o que pode configurar a médio prazo uma ameaça ao dólar como moeda dominante em transações internacionais.

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Além disso, a China está prestes a lançar sua própria moeda digital. Diferente do Libra, a iniciativa veio do Banco Central e as transações não serão criptografadas, de forma que o controle permanece com o governo chinês. Ainda que as propostas sejam diferentes, o timing dos projetos mostra que o entrave econômico está, mais do que nunca, inserido no âmbito virtual.