Acontece em SP o maior evento de lawtechs do mundo

Da Redação

Por Da Redação

23 de Maio de 2019 às 10:47 - Atualizado há 2 anos

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Acontece, nesta quinta-feira (23), a Lawtech Conference, em São Paulo. O evento reúne mais de 2.500 profissionais da área jurídica para conhecer e discutir as tendências e as transformações causadas pela tecnologia no mundo do Direito.

No período da manhã, palestrantes e painelistas vão expor o Panorama de Lawtechs e Legaltechs no Brasil, discutir as mudanças que têm exigido uma nova postura do profissional do Direito e quais são as Novas habilidades do profissional do mundo jurídico e, por fim, as aplicações da Inteligência Artificial na área Jurídica.

No período da tarde, as palestras e painéis caminham para discussões mais práticas como a O uso da tecnologia na resolução de disputasTendências em LegalTech: direito, tecnologia, blockchain e smartcontracts e o case da Plataforma Consumidor.Gov.

O contexto comum a todas as discussões é como tornar o sistema jurídico brasileiro e os operadores do Direito mais eficientes.

A cada ano cresce o número de iniciativas dos setores público e privado em busca da desjudicialização. Boa parte dos juízes, promotores e advogados tem consciência de que a excessiva litigiosidade brasileira é prejudicial para todos os agentes, sem exceção.

O orçamento de R$ 90 bilhões do Poder judiciário é insuficiente para enfrentar os mais de 80 milhões de processos judiciais em tramitação. Esse problema cria oportunidades, principalmente para as novas empresas de base digita. Quer ver um exemplo?

A Linte é uma lawtech, startup de tecnologia para o setor jurídico, que foi criada, em 2015, pelo advogado mineiro Gabriel Senra, hoje com 31 anos, para diminuir a burocracia e as ineficiências jurídicas de grandes corporações. O crescimento da Linte mostra como o mercado jurídico está sedento por inovação.

Hoje, o Brasil chega a ter, como já foi dito, mais de 80 milhões de processos ativos, sendo que algumas empresas recebem até 20 mil novas ações por mês. Nas grandes corporações, é comum a área jurídica receber muitas demandas judiciais ao mesmo tempo.

Isso exige gerenciar várias equipes de advogados ao mesmo tempo, criar um fluxo inteligente de informações, além de administrar um grande volume de processos. A Linte surgiu para gerenciar este caos.

No ano passado, a startup faturou R$ 5 milhões, segundo reportagem publicada pela Folha de S. Paulo. Gabriel, no entanto, afirma que a política da empresa é não divulgar o seu faturamento e nem os investimentos que recebeu do Valor Capital, Redpoint eVentures, 500 Startups e investidores anjo.

O empreendedor confirma que a Linte dobrou de tamanho de 2017 para 2018. “Este ano, a previsão dobrar ou até triplicar nosso faturamento”, diz. Assim como a Linte outras lawtechs avançam no cenário brasileiro, com soluções para tornar o sistema legal ou o trabalho do advogado mais eficiente e inteligente.

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