A “digitalização” da Kroton começou com a compra de uma startup

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

25 de setembro de 2019 às 09:18 - Atualizado há 1 ano

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A Kroton, maior grupo de educação do mundo, acelerou a sua transformação digital nos últimos dois anos. Um trabalho que envolveu a contratação de executivos, colocar a tecnologia dentro da estratégia de negócios, criar uma área de inovação e, mais recentemente, iniciar um processo de transformação cultural de seus 33 mil funcionários.

O grupo já está colhendo os primeiros frutos da digitalização. Há, atualmente, 16 startups de educação trabalhando próximas à Kroton, que tem como objetivo se tornar o maior hub da América Latina de edtchs, como são chamadas as startups de educação.

Mas tudo começou antes mesmo da Kroton perceber que a digitalização era uma questão de sobrevivência. Em outubro de 2015, o grupo comprou a sua primeira startup, a Studiare, de tecnologia aplicada à educação, por R$ 4,1 milhões. Era a primeira aquisição da Kroton de um ativo que não era uma instituição de ensino. A Studiare é uma plataforma tecnológica de aprendizado adaptado (adaptive learn) à demanda do aluno.
A tecnologia da Studiare se tornou a maior aposta da Kroton, que passou a usar a sua ferramenta para, por exemplo, dar aulas de reforço de matemática, português e ciências para os alunos calouros ou para os estudantes dos cursos de direito que precisam de reforço para o exame da OAB.

Junto com a tecnologia da Studiare, a Kroton trouxe o fundador da empresa, Felipe Matos, que hoje é o diretor de produto digital e inteligência acadêmica da Kroton.

“Eu entrei em 2015 e tive muitos papéis na Kroton, fui um dos primeiros líderes de inovação da empresa, isso até pré-programa de transformação digital. Em um momento que estava todo mundo aprendendo como o digital afetaria as empresas”, disse Felipe à StartSe.
Nos dois anos seguintes ao ingresso de Felipe, o grupo se aprofundou no assunto e em 2017 fez o primeiro planejamento estratégico “olhando como o digital poderia gerar valor para o nosso aluno.”

“Foi muito legal ver a humildade dos executivos de entender que mesmo com todo o sucesso que haviam conquistado, o mundo estava mudando. A Kroton saiu de quase 50 mil alunos em 2010 para aproximadamente 1 milhão de alunos, em 2016. Era uma empresa líder de mercado. Mas compreendeu que o cliente estava mudando e que a forma como entrega o produto, com as novas tecnologias disponíveis, precisava mudar”, diz Felipe

Aprendizado contínuo

A transformação digital exigiu que o CEO Rodrigo Galindo e os principais executivos da empresa se engajassem em um processo intenso de aprendizado e reciclagem de conhecimento.

“Foi uma jornada de muito aprendizado. A transformação digital pressupõe que as pessoas estejam sempre apreendendo. Um aprendizado desta fase foi o entendimento de que não adiantaria a gente colocar de pé um time ágil, de forma isolada, era necessário fazer uma discussão ampla, estratégica. Com isso a gente chamou um planejamento para tentar colocar o cliente no centro e entender o que seria esse programa de transformação digital. Daí nasceu todo o programa”, conta Felipe.

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