Itaú e StanChart criam plataforma de empréstimos pela blockchain

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

4 de dezembro de 2018 às 15:24 - Atualizado há 2 anos

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O primeiro teste para empréstimo realizado pela blockchain aconteceu nesta segunda-feira (3) – e não foi a partir de uma startup. O Itaú Unibanco, Standard Chartered e Wells Fargo captaram US$ 100 milhões para testar a plataforma de empréstimo sindicalizado que criaram.

Os bancos negociaram o empréstimo através da plataforma com a blockchain, mas o dinheiro não foi de fato transferido. Segundo Ricardo Nuno, diretor de tesouraria no Itaú, a expectativa é que a plataforma realize essa iniciativa no futuro.

Esse é um grande avanço do uso da blockchain no país – até então, a tecnologia era explorada principalmente através do Bitcoin, criptomoedas em geral e contratos inteligentes. O fato de grandes bancos estarem utilizando a tecnologia também é positivo, já que facilita o conhecimento e adoção por todo o país.

Além disso, a mudança é significativa: os agentes que antes intermediariam as transações agora já estão utilizando a blockchain. A blockchain é uma plataforma de transações criptografada e descentralizada. Ou seja, a rede não é controlada por nenhum agente específico. Ela é formada por blocos que são acoplados em uma cadeia à medida que as transações são realizadas.

Funcionando como um livro aberto, esses blocos, que representam todas as transações realizadas, estão disponíveis para qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo. A tecnologia se tornou mais popular com a ascensão do Bitcoin, mas hoje é utilizada para diversos fins, a exemplo do empréstimo. Saiba mais sobre a blockchain.

Nesse caso específico, os bancos Itaú, StanChart e Wells Fargo possuem o objetivo de reduzir as fraudes, a complexidade e custos. O valor das transações é diminuído porque a plataforma funciona completamente online e não possui nenhum tipo de intermediação entre as partes.

No teste realizado, o diretor de finanças do Itaú afirmou que, além de reduzir os custos legais, a tecnologia também reduziu o número de mensagens entre as partes. Normalmente, esse número chegaria a aproximadamente 2 mil e-mails.

Para Germana Cruz, chefe de instituições financeiras do Standard Chartered LATAM, a expectativa é de utilizar a plataforma em novos negócios na região. Segundo a Reuters, a plataforma de blockchain utilizada pelos bancos foi a Corda, desenvolvida pela R3, fintech nova iorquina.