Investimento em fintechs brasileiras cresceu mais de sete vezes em três anos

João Ortega

Por João Ortega

24 de janeiro de 2019 às 12:06 - Atualizado há 3 anos

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O ano passado foi especial para as fintechs no Brasil. E isso se comprova em números. Em 2018, foi investido R$ 1,5 bilhão no setor. O valor é 738% maior do que os investimentos de 2016, que totalizaram R$ 203 milhões. Em 2017, foram R$ 390 milhões em investimentos na área. Os dados foram divulgados em uma pesquisa sobre as tendências dos meios de pagamento do país, realizada pelo Boostlab (iniciativa do Banco BTG Pactual para potencializar startups) em parceria com a ACE Cortex.

É importante ressaltar que estes valores correspondem a private deals. Ou seja, não estão contemplados investimentos por meio de IPOs.

StartSe apresenta: Fintech Revolution

Ainda segundo a pesquisa, o Brasil tem 422 fintechs, sendo 114 focadas em meios de pagamento. Das cinco startups que se tornaram “unicórnios” (atingiram US$ 1 bilhão em avaliação de mercado) no país em 2018, três são do setor financeiro: Nubank, PagSeguro e Stone.

Aliás, o NuBank foi a que mais alavancou os investimentos das fintechs no ano passado. A pesquisa aponta que a empresa recebeu cerca de R$ 1,2 bilhão, o que representa aproximadamente 80% do total entre todas as fintechs.

Por que o Brasil é tão interessante para as fintechs

No Brasil, 34% do consumo já é feito por meios de pagamentos eletrônicos. Uma média de mais de um smartphone por pessoa, aliada a uma alta taxa de desbancarização (30% da população não tem acesso formal a serviços bancários) criam um ambiente propício para novos negócios digitais na área financeira.

Na mesma linha, ainda de acordo com a pesquisa, o Banco Central se mostrou disposto à “construção conjunta de um modelo que faça sentido ao país”. Nos últimos anos, novas regulações propiciaram a concorrência das fintechs com o modelo antigo de negócios. Por exemplo, houve o fim da exclusividade entre bandeiras de cartão e credenciadoras. Na prática, isso significou que, com uma mesma maquininha, um comerciante pode aceitar diversas bandeiras de cartão.

Inclusive, os bancos e empresas tradicionais do setor financeiro também buscam inovar para continuarem forte neste mercado em transformação. O Bradesco criou um programa de inovação voltado a startups, o Itaú montou um coworking para se aproximar dos empreendedores e o Santander comprou a startup Superdigital, um banco digital.