Inteligência artificial: o que diferenciará os humanos das máquinas?

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

30 de março de 2019 às 17:35 - Atualizado há 2 anos

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“Toda vez que você ouvir que uma máquina vai poder fazer tudo o que você faz, é hype”, disse Cristiano Oliveira no Silicon Valley Conference da StartSe deste sábado (30). O empreendedor é formado em economia pela USP e fundador da Olivia, uma fintech que utiliza inteligência artificial para entender os hábitos de consumo e auxiliar na gestão da vida financeira das pessoas.

Ao contrário do senso comum, Oliveira acredita que a inteligência artificial hoje está mais próxima dos animais do que dos seres humanos. “O que nos define como seres humanos é a capacidade cognitiva, como pegamos as informações do ambiente e nos adaptamos”, comentou o empreendedor.

Já no caso das máquinas, elas acabam funcionando melhor conforme a quantidade de informações que possuem. “A inteligência artificial não consegue aprender com coisas que foram vividas por nós ao longo dos tempos. Mas, ao pensarmos em inteligência artificial, quanto temos muita informação em pouco tempo, a máquina sempre vai ganhar”, disse o fundador da Olivia.

Mas, por mais que pareça uma briga de titãs, a relação entre seres humanos x máquinas tende a ser pacífica – isso porque ela já existe há muito tempo. “Imagine que, antes, nós precisávamos ter muita força ou um cavalo. Em algum momento inventaram a máquina a vapor, você não precisa mais ser forte – as coisas são mecanizadas”, afirmou Cristiano.

Para o fundador da Olivia, o primeiro passo em direção as máquinas foi a mecanização através da máquina a vapor. Em segundo lugar, a produção em massa com o auxílio das linhas de produção e eletricidade. Em terceiro, sistemas automatizados sustentados pela tecnologia. E, agora, sistemas autônomos sustentados pela inteligência artificial. É a quarta revolução industrial.

Atividades como dirigir um carro, procurar recomendações de restaurantes e até comprar e vender ações já começaram a serem realizadas por máquinas. E esse é só o começo. Utilizando o exemplo da Microsoft, que criou uma câmera que “enxerga” melhor que o olho humano, o empreendedor acredita que funções como o paladar, tato, audição e a visão não serão exclusivamente humanas. No entanto, as diferenças serão outras.

“Imagine abraçar uma pilastra e, depois, um ente querido. É o mesmo sentimento? Claro que não. As máquinas vão poder fazer várias coisas, mas não roubar nossa humanidade”, disse Cristiano Oliveira. Para ele, os seres humanos continuarão sendo melhores em tudo o que for social – mesmo que as máquinas sejam capazes de enxergar ou falar por si só.

“Charles Chaplin já sabia que apertar parafuso não era humano. Nós voltaremos a ser melhores no que fazemos de melhores – sermos humanos”, afirmou o fundador da Olivia.

Foto: Eduardo Viana