Cisco quer acelerar o uso de IoT na indústria

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

8 de Maio de 2019 às 18:13 - Atualizado há 1 ano

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A quarta revolução industrial – conhecida como Indústria 4.0 – é a concepção de que a indústria utilizará cada vez mais a infraestrutura digital em seus processos. E uma das tecnologias mais promissoras é a de internet das coisas (ou Internet of Things, IoT).

Essa tecnologia possibilita que máquinas “conversem” entre si, por meio de sensores, possibilitando obter dados da operação em tempo real e fazer a gestão de forma remota.

Para a indústria, isso significa saber, por exemplo, quando uma máquina está em processo de fadiga, e agendar antecipadamente a sua manutenção. Não por acaso, essa é uma das principais apostas da Cisco, empresa multinacional de tecnologia focada em rede e comunicação.

A companhia cria as redes necessárias para a conexão entre os sensores, cuidando da segurança e da transmissão de dados gerada pelos dispositivos com IoT. No entanto, ela não faz isso sozinha – a empresa não comercializa os sensores, por exemplo.

“Em IoT, ninguém nunca terá uma solução do início ao fim. São várias camadas e áreas de conhecimento diferentes. A empresa que fabrica o sensor provavelmente não será a mesma a desenvolver uma aplicação com inteligência artificial para tratar os dados”, conta Eugênio Pimenta, líder do COI, Centro de Inovação da Cisco no Rio de Janeiro.

O local reúne algumas soluções da Cisco e de parceiros em IoT e é utilizado para o desenvolvimento de novas ideias de produtos e aplicações. Atualmente, a empresa possui 14 centros de inovação espalhados pelo mundo. A discussão sobre a atuação da Cisco no setor foi realizada em um evento para jornalistas no COI do Rio de Janeiro.

Economia com inteligência

Uma das parcerias mais recentes realizadas pela Cisco, para promover a IoT na indústria, é com a SKF, empresa sueca de rolamentos presente em mais de 130 países. Através de sensores, as empresas sabem exatamente a hora que um rolamento deve receber mais lubrificação. Esse monitoramento não é baseado no tempo, mas em condições.

“Quando falamos em lubrificação baseada em condição, vamos lubrificar apenas quando o nível de vibração e aceleração for de um valor x, por exemplo. Ganhamos em produtividade quando falamos em mão de obra e também em otimização de custos”, afirmou um porta-voz da SKF.

Além da economia, a inteligência gerada com a utilização de sensores em rolamentos pode auxiliar na resolução de problemas por parte das equipes. “Os dados são reportados e tratados automaticamente, gerando relatórios para os engenheiros tratarem o que for necessário”, disse o porta-voz. “A tendência é que todo rolamento instalado em equipamentos rotativos terá um sensor que estará conectado com as fábricas. Não está longe de avançarmos nesse sentido”.

Conectividade da fábrica ao escritório 

A Cisco possui, há 7 anos, uma parceria com a Rockwell Automation – empresa global de automação industrial. Juntas, as empresas trouxeram a conectividade para dentro da Daimler Trucks, empresa de caminhões.

A Daimler possui caminhões completamente personalizáveis (desde as cores, configurações dos eixos, filtros de ar, etc) em ambientes de produção em massa. Por isso, ela precisava de uma rede robusta e segura de conexão para transmitir as informações de cada veículo, verificar status de produção, alertar a falta de peças, entre outros.

No entanto, era justamente a falta de conectividade que estava atrapalhando a produtividade da montadora. A Cisco e a Rockwell foram chamadas para implementar uma rede de transmissão wi-fi e agora as atualizações são totalmente feitas de forma digital, em tempo real – do chão de fábrica ao escritório corporativo. Até então, as falhas existentes na rede prendiam os funcionários a folhas de papéis, mesmo que tivessem dispositivos conectáveis ao wi-fi.

“Quando falamos de transformação digital na indústria, tudo começa com IOT”, comenta Jorge Rosa, gerente de marketing regional da Rockwell Automation na América Latina.