Ikea investe US$ 2,7 bi para se tornar autossuficiente em energias renováveis

João Ortega

Por João Ortega

20 de setembro de 2019 às 08:17 - Atualizado há 1 ano

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

A sueca Ikea anunciou nesta quinta-feira que está próxima de produzir mais energia renovável do que consome. A empresa de móveis de baixo custo investiu na última década cerca de US$ 2,7 bilhões em produção de energia limpa, e estabeleceu há um ano a meta de superar o próprio consumo.

O marco é excepcional por conta das centenas de edifícios, entre fábricas, escritórios e lojas gigantes, que a Ikea tem no mundo todo. Segundo a Fast Company, a empresa tem hoje cerca de 900 mil painéis solares e mais de 500 turbinas eólicas. Duas usinas solares nos EUA – uma em Utah, com 600 mil placas, e outra no Texas, com 800 mil – somadas a uma fazenda eólica na Romênia farão a companhia atingir o objetivo com um ano de antecedência em relação à previsão inicial.

A meta faz parte de um plano maior de sustentabilidade 360° da Ikea. A companhia quer diminuir as emissões de carbono, com entregas dos produtos realizados com carros elétricos. Nas lojas, o ar-condicionado tradicional está sendo substituído por opções renováveis. Além disso, a companhia também deseja repensar desde seus produtos até o comportamento dos clientes. Para isso, procura identificar todos processos que emitem mais poluição do que o possível.

A maior mudança, no entanto, é mudar completamente o modelo de negócio da empresa. Neste sentido, a Ikea está realizando testes com aluguel de móveis e alternativas para que os produtos que não são mais usados possam ter um destino reaproveitável.

Em números, a meta da Ikea é reduzir, até 2030, 50% de todas as emissões poluentes – desde a fabricação até o destino final dos produtos.  A metade restante será compensada com plantação de árvores.