iFood, cashless, liderança e aprendizagem organizacional – ReStartSe 14/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

15 de abril de 2020 às 20:30 - Atualizado há 6 meses

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No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 17h.

Confira o resumo das aulas desta terça-feira (14):

Diego Barreto: como preparar sua empresa para crescer na crise

Com a quarentena, a demanda por delivery de refeições e de outros produtos cresceu. O iFood, um dos principais players no mercado brasileiro, tem se ajustado para atender ao novo público – seja de restaurantes que estão se cadastrando ou de novos usuários testando a solução. Diego Barreto, chefe de finanças do iFood, contou a Junior Borneli como a empresa está se adaptando.

A startup investiu em comunicação para afirmar que o delivery é seguro, reduziu a comissão em 20% para mais de 130 mil restaurantes no país e irá antecipar R$ 2,5 bilhões em pagamentos. Restaurantes e entregadores que desejam trabalhar com a plataforma agora terão uma maior rapidez nas aprovações. Já os entregadores que acreditarem estar com sintomas de COVID-19 irão receber um auxílio para ficar em casa – os que estão em grupo de risco já foram afastados, mas continuam recebendo remuneração.

Luciano D’Elia: a arte de liderar, mudar e agir rapidamente

Maurício Benvenutti, sócio da StartSe, recebeu Luciano D’Elia, fundador da CORE 360º. D’elia falou sobre a importância na comunicação de um líder. Ele deve incentivar a criação de uma comunidade, que as pessoas se conectem. Dessa forma, o negócio não será apoiado pela crença individual, mas pela crença de muitos.

Além disso, deve se preparar para trabalhar com pequenos ganhos, construindo um sucesso exponencial. A segunda grande ferramenta são as experiências vividas – as pessoas se identificam com histórias verdadeiras. “Para ser um agente transformador não é preciso ter todas as respostas, mas é preciso estar disposto a tentar coisas novas, ousar, sonhar alto e ser paciente enquanto experimenta as possibilidades emergirem no processo”, afirmou o empreendedor.

Gustavo Cruz: cashless – mito, tendência ou futuro?

Gustavo Cruz, CEO da Mintech Brasil, foi recebido por Felipe Lamounier, sócio da StartSe. Ele utilizou a experiência da China para ilustrar como uma sociedade pode se transformar em “cashless”, deixando de usar o dinheiro em espécie em preferência aos digitais. Em 2014, o que predominava no país ainda era o papel.

Hoje, na China, com a criação do AliPay e WeChat, o pagamento se tornou totalmente digital, através de QR Code. “Hoje, você compra café no aplicativo de uma loja e retira o café validando o QR Code. Só uma pessoa trabalha na cafeteria: a que retira o café e coloca na mesa”, explicou Cruz. Recentemente, o AliPay utilizou uma solução para que os estrangeiros também possam utilizar essa forma de pagamento.

No Brasil, a expectativa é que nos próximos anos nos tornemos “less cash”, usando menos dinheiro, do que uma sociedade “cashless”. Com a modernização dos meios de pagamento, são esperadas melhorias na experiência do cliente, inclusão financeira de pessoas não bancarizadas, entre outros. Em compensação, o país terá que se preocupar com a perda de privacidade e um maior risco de fraude e crime cibernético.

Nathalie Trutmann: como sua empresa pode se beneficiar da aprendizagem organizacional

Nathalie Trutmann participou da trilha de Pedro Englert, CEO da StartSe. Ela foi Diretora de Inovação da FIAP e liderou a entrada da Singularity University no Brasil. A especialista acredita que o mercado de trabalho pode ser um laboratório de aprendizado de comportamentos para a vida e trouxe quatro passos para aplicar a aprendizagem organizacional:

– A empresa deve ter um propósito forte para engajar o time;

– Fique atento às métricas e como as pessoas serão recompensadas por elas;

– Use os recursos com parcimônia, aprendendo a fazer muito com pouco;

– Crie novos indicadores de sucesso e produtividade; priorize iniciativas como a transparência.