Sem pagar os clientes há quatro meses, ex-rei do Bitcoin alega crise de liquidez

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

3 de outubro de 2019 às 08:27 - Atualizado há 2 anos

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O dono do Grupo Bitcoin Banco (GBB), Claudio José de Oliveira, admitiu pela primeira vez, em entrevista exclusiva concedida ao Valor, que tem problema de liquidez no grupo. O empresário afirmou também que espera a normalização das atividades dentro de seis meses. Oliveira recebeu o apelido de “Rei do Bitcoin” do apresentador de televisão Amaury Júnior.

Desde o fim de maio, os clientes das corretoras NegocieCoins e TemBTC não conseguem sacar nem em bitcoins e nem em reais os seus saldos. Há problemas também nos depósitos no Bitcoin Banco. São mais de quatro meses de paralisação naquela que se declarou a maior corretora do mundo, a NegocieCoins. Segundo o Valor, as estimativas sobre o tamanho do caso variam de R$ 200 milhões a R$ 800 milhões.

Oliveira justifica que o problema com saques deve-se principalmente a uma fraude realizada em seu sistema por diversos clientes. De acordo com o empresário, esses usuários teriam duplicado seu saldo, aproveitando-se de uma brecha tecnológica. Por isso, diz, ainda não fez os pagamentos aos demais clientes. Não há provas nem da fraude, nem dos volumes.

Oliveira se recusou a contar como mantém seus compromissos cotidianos e qual a situação dos litígios.

O empresário disse que possui ativos imobiliários na Europa e saldo em investimentos na Suíça, mas que perdeu com as movimentações que fez dentro do GBB e com a alta da moeda virtual. Segundo o empresário, ele está respondendo, via advogados, a todos os processos na Justiça.

Entenda o caso:
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Leia a entrevista de Claudio José de Oliveira ao Valor aqui.