Ex-engenheiro do Google é acusado de roubar segredos comerciais

José Eduardo Costa

Por José Eduardo Costa

28 de agosto de 2019 às 08:45 - Atualizado há 1 ano

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O engenheiro Anthony Levandowski, de 39 anos, é um dos maiores especialistas do mundo em tecnologia de carros autônomos. Ele está no centro de uma disputa judicial que envolve a Alphabet, empresa controladora do Google, e a Uber. Nesta terça-feira, o engenheiro foi indiciado por autoridades federais, que fizeram 33 acusações relacionadas ao roubo de segredos comerciais.

O caso é um novo capítulo no esforço do Vale do Silício para reformular o futuro do transporte. A disputa entre Waymo e Uber teve início em 2017. A Waymo acusou Levandowski, um ex-líder em seu programa de veículos autônomos, de roubar tecnologia e levá-la para a Uber. Em um acordo de cavalheiros, a Uber se comprometeu a não usar a tecnologia.

Ontem, no entanto, um novo episódio na disputa entre Waymo e Uber mostrou que a disputa não se encerrou. Autoridades do Departamento de Justiça anunciaram a acusação contra Levandowski em uma coletiva de imprensa. As acusações baseiam-se em 33 downloads nos quais a informação “era razoavelmente protegida pelo Google, tem valor econômico e não era pública conhecida”, disseram autoridades. Em outras palavras, ficou evidente de que Levandowski está sendo indiciado por roubo de segredo comercial.

“O Vale do Silício não é o Velho Oeste”, disse John Bennett, um agente do FBI encarregado do escritório de São Francisco. O FBI vem investigando Levandowski desde maio de 2017. “O ritmo acelerado e competitivo do ecossistema local não significa que as leis federais não se apliquem ou possam ser ignoradas ”, disse Bennett.

Levandowski se entregou na manhã desta terça-feira no tribunal federal de San Jose. Ele se declarou inocente está em liberdade, depois de pagar uma fiança. “As alegações neste caso basicamente são uma repetição de alegações que já foram desacreditadas em uma ação civil entre Waymo e Uber, que foi resolvida há mais de um ano e meio”, disse Miles Ehrlich, advogado de Levandowski. “Nenhum desses arquivos supostamente secretos jamais foi para o Uber ou para qualquer outra empresa ou pessoa”, afirmou o advogado.