O Museu Nacional pegou fogo no Rio. Mas o Google resolveu recriá-lo

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

14 de dezembro de 2018 às 12:08 - Atualizado há 2 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

O Google criou uma exibição online do Museu Nacional do Rio de Janeiro. O estabelecimento era o maior local de história natural e antropológica da América Latina, mas sofreu um incêndio três meses atrás que destruiu grande parte das obras únicas exibidas no local.

Através de uma tecnologia semelhante à utilizada no Google Maps, os visitantes são inseridos dentro do museu, com direito à visão 360º. Os “visitantes virtuais” que desejarem podem utilizar óculos de realidade virtual e tornar a experiência ainda mais real.

É possível conhecer objetos históricos como o crânio de Luzia, o mais antigo descoberto nas Américas — há a possibilidade de ver o objeto de perto, bem como o local em que o crânio permanecia no museu.

O meteorito Bendegó, que sobreviveu ao incêndio, também está em exibição. Ele é o maior do Brasil e um dos maiores do mundo. Como no caso de Luzia, é possível ver apenas o objeto ou toda a sala em que estava localizado.

Segundo Chance Coughenour, gerente global de preservação histórica do Google Arts & Culture, o projeto não substitui as peças, mas trazem uma lembrança delas.

Ele acredita no uso da tecnologia para democratizar o acesso à arte.

O tour virtual possui comentários em áudio em português, inglês e espanhol.

Os chineses também estão de olho

A Tencent, gigante chinesa de tecnologia, anunciou em novembro uma iniciativa semelhante. Como o Google, a ideia da empresa é de construir o museu online a partir de reconhecimento e digitalização de imagem. A expectativa é que o projeto seja lançado no ano que vem.