Gestão de projetos inovadores: o novo varejo e o blockchain – ReStartSe 31/03

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

1 de abril de 2020 às 21:32 - Atualizado há 8 meses

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Confira o resumo das aulas de terça-feira (31):

Junior Borneli: Criação de projetos inovadores em grandes empresas

Devido aos acontecimentos recentes, a transformação digital se tornou um movimento inevitável para as empresas. Nessa jornada, corporações acabam passando por diversas fases – desde entender suas dores, mudar a cultura até se conectar com startups do mercado. Segundo Felipe Leal, sócio da StartSe, entre a preparação e a execução de novos projetos, é importante colocar em prática uma etapa fundamental: a estratégia de inovação.

“É algo simples. Nessa fase, é essencial entender o porquê você está fazendo esse movimento, com quem, em qual estágio a empresa se encontra e qual o grau de maturidade das startups que planeja se relacionar”, ressalta. Depois, surgem etapas como mapeamento, funil de startups e implementação. Na StartSe, chamamos esse processo de trilha da inovação.

Além disso, as empresas podem se conectar com startups de diversas formas: por meio de hackathons, contratação, aceleração, investimento e até mesmo aquisição. “É importante escolher o formato certo, identificar as pessoas que podem se envolver e mobilizar esse time. Esse movimento certamente vai trazer resultados – seja retorno financeiro, de marca ou de cultura. Com isso, outras áreas da empresa também vão querer fazer parte daquilo”, ressalta Leal.

João Pedro Neves: A essência da gestão de negócios e projetos

Para liderar projetos inovadores, é preciso entender pessoas. Seja em uma grande empresa ou em uma startup, um líder de sucesso é capaz de compreender, interagir e engajar o time. Segundo João Pedro Neves, CEO da RZX Energia, esse processo é baseado em três grandes pilares. O primeiro deles é o propósito – ou seja, é fundamental, antes de tudo, identificar o que move as pessoas e o que tem por trás da equipe. 

O segundo pilar é o de criar protagonistas. “É muito triste olhar para o lado e ver pessoas desmotivadas. Para liderar um projeto inovador, é preciso engajar e garantir que as pessoas se destaquem e possam fazer aquilo melhor do que você mesmo”, explica Neves. Garantir que o time esteja alinhado com os objetivos também é crucial neste processo.

Por fim, existe o pilar da disrupção. A partir do momento em que há um propósito alinhado e espaço para crescer, naturalmente os colaboradores se sentem parte do projeto e identificam possibilidades de evoluir ainda mais. Como consequência, a inovação acontece e a disrupção passa a fazer parte do negócio.

Roberto Machado: Blockchain além das criptomoedas

A blockchain é uma plataforma descentralizada e criptografada formada por blocos. Os blocos armazenam dados de todos os tipos – desde localizações às transações financeiras, como as realizadas por bitcoin. Apesar de ter ganho fama junto a esta criptomoeda, as aplicações da blockchain são inúmeras, e a expectativa é que fiquem cada vez mais populares.

Um exemplo de usabilidade da plataforma é na rastreabilidade de alimentos. Você já pensou em comer uma carne e saber exatamente de onde ela veio? Essa já é uma realidade. A blockchain permite que cada integrante dessa cadeia de valor – o pecuarista, o caminhão de transporte e o varejista, por exemplo – registrem as informações de cada lote de produto, que chegará até o consumidor final através da plataforma.

“O Carrefour, na Europa, já rastreia ovos e frangos. O Walmart, nos EUA, já rastreia vegetais. Se você não estiver dentro da blockchain deles, não consegue vender. Todas as empresas que manufaturam alimentos e que vão vender para grandes varejistas no futuro vão ser obrigada a rastrear os alimentos. No cardápio, vou poder escolher uma carne que sei qual foi a temperatura de transporte, a quantidade de químicos, entre outros”, explicou Roberto Machado, fundador da Betablocks.

Outras aplicações são: tokenização de ativos, registro de identidades, publicidade e até o registro de dados médicos. Atualmente, o sistema médico é fragmentado: não há um compartilhamento do histórico dos pacientes entre os hospitais, o que dificulta o trabalho dos profissionais. A expectativa é que, com o blockchain, os dados passem a ser integrados e que fiquem com os próprios usuários em suas carteiras digitais. Dessa forma, eles podem compartilhar seus históricos de saúde em qualquer hospital que forem, em qualquer lugar do mundo.

Pedro Daltro: New retail – o poder do físico e do digital juntos

O novo varejo (ou “new retail”) é um dos termos cunhados pelo Jack Ma, fundador e ex-CEO da Alibaba. Em 2017, ele escreveu uma carta para os acionistas da companhia para atualizá-los dessa nova tendência, que chega acompanhada com outras quatro mudanças de mercado. São elas: novos serviços financeiros, nova manufatura, novas tecnologias e nova energia.

O novo varejo é a concepção de que haverá uma globalização e incorporação de pequenos e grandes negócios. Do lado oriental, a Alibaba auxilia, através de seu marketplace, que empresas menores vendam produtos ao redor do mundo. Já do nosso lado, o ocidental, a Amazon tem liderado essa iniciativa também através de seu marketplace – no entanto, ela não é hegemônica como a Alibaba. “Essa adaptação será um pouco diferente porque aqui não será uma só empresa que irá reunir as startups, mas várias”, afirmou Pedro Daltro, presidente da CCP. Grandes e pequenos negócios irão se unir para alcançar cada vez mais pessoas através da tecnologia. 

Já o novo sistema financeiro corresponde a uma maior acessibilidade, a exemplo de pagamentos facilitados através do smartphones, e não mais do dinheiro em espécie ou cartões. No Brasil, são tendências os pagamentos instantâneos, enquanto na China o QR Code se tornou a principal forma de comprar, vender e receber dinheiro no país. Já na nova manufatura, a logística passa a ser crucial, com entrega mais rápida em todo mundo e maior agilidade de estoque – afinal, é preciso estar preparado para receber o novo varejo.

As novas tecnologias apostam no uso inteligente de dados. Cada vez mais o lucro virá do uso inteligente de dados e não mais do market share, a fatia de relevância que uma empresa tem no mercado. Já as novas energias correspondem ao uso de opções renováveis e mais eficientes para suportar o aumento da demanda previsto.