Investidores de corretora de criptomoedas têm C$ 190 milhões bloqueados

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

4 de fevereiro de 2019 às 13:04 - Atualizado há 2 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

A corretora de criptomoedas QuadrigaCX está passando por uma fase no mínimo inusitada. A empresa canadense não consegue devolver cerca de C$190 milhões (cerca de US$ 145 milhões) de seus clientes que possuía em caixa após a morte de seu fundador, Gerald Cotten, em dezembro. Ele era o único que possuía a senha do cofre offline dos ativos, onde estão concentrados a maior parte dos valores.

Ao comprar uma criptomoeda, geralmente os clientes podem escolher armazená-la consigo ou mantê-los na carteira da corretora. A segunda opção costuma ser escolhida por questões de segurança, para evitar a perda do dinheiro virtual ou até mesmo o roubo por hackers.

No caso da QuadrigaCX, especificamente, a corretora guardou a maior parte do dinheiro em uma carteira digital que não possui acesso à internet – o método é conhecido como “cold storage”. Enquanto isso, uma menor parte do dinheiro – que não teve a quantia divulgada – está armazenada de forma mais acessível, com acesso à internet, o que facilita que qualquer transação lícita ou não seja realizada.

Gerald Cotten tinha 30 anos e faleceu inesperadamente na Índia em dezembro do ano passado. Ele possuía a doença de Crohn, uma doença intestinal inflamatória e crônica. Apesar de seu computador já estar em posse de Jennifer Robertson, esposa de Cotten, ela afirma não saber a senha e os técnicos em informática da QuadrigaCX não conseguiram, até agora, passar pela encriptação do computador offline.

E agora?

Enquanto os funcionários da QuadrigaCX continuam a tentar descobrir a senha perdida, a corretora de criptomoedas parou de aceitar novos clientes. O site está fora do ar.

Além disso, Jennifer Robertson afirmou que a fintech está procurando por proteção de crédito para auxiliar o pagamento dos clientes.

A corretora também está enfrentando boatos de que o que está acontecendo seja uma fraude, apesar do certificado de óbito ter sido apresentado por Robertson. Em janeiro de 2018, o CIBC – banco canadense –  congelou cerca de US$ 26 milhões da corretora após ter encontrado problemas no processamento de pagamentos, segundo o CBC.

Na época, aproximadamente US$ 67 milhões em transações haviam sido transferidos de maneira inapropriada para uma conta pessoal do Costodian Inc, responsável por realizar o processamento de pagamentos. No entanto, o problema foi resolvido, de acordo com o CoinDesk.