Facebook é processado por plágio no logo da Calibra, a gestora de sua criptomoeda

Fintech que está movendo processo contra empresa de Mark Zuckerberg alega violação de marca registrada

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

14 de outubro de 2019 às 15:45 - Atualizado há 4 meses

O Facebook sofreu mais um revés a respeito do Libra, criptomoeda que planeja lançar em 2020. A rede social está sendo processada pela Current, fintech de contas digitas, por violação de marca registrada devido a logomarca da Calibra, a carteira digital que será usada para gerenciar a criptomoeda Libra.

Além do logo semelhante, as empresas têm outros pontos em comum: oferecem produtos financeiros digitais e contrataram os serviços da mesma agência de design, a Character. A agência também é ré no processo.

“Esse é um jeito engraçado de tentar criar confiança em um novo sistema global financeiro – ao explorar outra fintech”, disse Stuart Sopp, CEO da companhia, à CNBC em julho deste ano, quando o Facebook revelou mais detalhes da criptomoeda.

Na mesma época, o Twitter da Current postou uma imagem (foto em destaque) que compara os dois logos. “Isso é o que acontece quando você só tem um giz”, ironiza o tweet. O design da Current foi desenvolvido em 2016. A empresa afirma ter entrado em contato com a Calibra – associação responsável pela criptomoeda – no dia 23 de junho e não ter obtido resposta.

A Current tentou conversar sobre o assunto novamente no dia 2 de agosto, e recebeu a resposta de que o Facebook  iria investigar. No entanto, as conversas não foram frutíferas. O processo pode ser visto aqui, obtido pelo Gizmodo.

Na semana passada, o PayPal anunciou que estava deixando o projeto Libra. Seguiram a iniciativa o eBay, Visa, Mastercard e Stripe. Cada um dos participantes investiu cerca de US$ 10 milhões no projeto para criar uma moeda criptografada global que alimentasse desde a transferência de dinheiro nas redes sociais a compras offline.

Um motivo desencorajador para as empresas parceiras abandonarem o Libra é o grande escrutínio sofrido por governos ao redor do mundo. Isso porque eles temem que a criptomoeda ameace a soberania monetária dos governos e a concentrem em apenas uma empresa.