Facebook cria “sala de guerra” para lutar contra fake news em eleições

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

18 de outubro de 2018 às 12:01 - Atualizado há 2 anos

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O Facebook criou uma “sala de guerra” para investigar a propagação de notícias e informações falsas na rede social, visando a proximidade das eleições de 2018 no Brasil e as eleições de meio de mandato que acontecerão em novembro, nos Estados Unidos.

Durante as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos, a rede social foi muito criticada pela presença de notícias falsas. A acusação é de que elas teriam sido plantadas por agentes russos e teriam influenciado no resultado das eleições. Hoje, o caso é alvo de investigações federais e continua sendo uma pauta no Congresso americano, com Mark Zuckerberg tendo comparecido a audiências para prestar esclarecimentos.

A rede social reuniu jornalistas nesta quarta-feira (17) em sua sede na Califórnia, nos Estados Unidos, para conhecerem o espaço. A “sala de guerra” possui bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil – a nossa está posicionada em cima de um relógio que possui o horário de acordo com o fuso brasileiro.

Segundo o Business Insider, Samidh Chakrabarti, diretor de eleições e head de engajamento civil no Facebook, afirmou que a rede social está atuando em três pilares para proteger as eleições: rastrear as contas falsas, tornar as propagandas políticas mais transparentes e tentar minar a distribuição de fake news e informações incorretas.

Entre as iniciativas, há um arquivo de propagandas políticas veiculadas na rede social que qualquer pessoa pode ter acesso. A sala comporta de 20 a 30 pessoas, com colaboradores do Facebook que são heads de áreas de interesse desse caso.

“A ‘sala de guerra’ é a culminação de dois anos de investimentos massivos que fizemos em pessoas e tecnologias para garantir que nossas plataformas estão salvas e são seguras para as eleições. Nós sabemos que os caras maus que estão tentando interferir nas eleições estão sendo bem financiados. Eles estão comprometidos e ficando mais sofisticados. Como um exemplo, eu acho que eles estão ficando melhores em mascarar a localização de onde estão”, disse Chakrabarti, segundo a CNN.

Um dos investimentos em tecnologia feito pela rede social foi em inteligência artificial e machine learning. No post de anúncio da sala, Chakrabarti afirmou que “essas tecnologias estão aptas a bloquear e a desabilitar contas falsas mais efetivamente”. A “zona de guerra” do Facebook possui telas de monitoramento com informações-chave das eleições, como forma de prevenir a intervenção estrangeira e reportar conteúdos que violem suas políticas de uso. Além disso, também há telas que mostram a cobertura atualizada das notícias do momento em outras redes sociais – como o Twitter – e nas mídias tradicionais.

Quando questionado sobre a propagação de notícias falsas em outras plataformas que pertencem ao Facebook – como WhatsApp e Instagram -, o head de engajamento civil da rede social teria afirmado, segundo o Business Insider, que a sinalização de “encaminhado” em mensagens do WhatsApp que não são originárias do remetente é uma forma de impedi-la.

As eleições no Brasil

No anúncio, o Facebook usou como exemplo algumas iniciativas que usou para combater as fake news nas eleições brasileiras deste ano. A rede social afirmou ter detectado uma publicação falsa que afirmava que o 1º turno das eleições teria sido adiado em um dia, devido a “protestos nacionais”. A mensagem estava se tornando viral, mas o Facebook teria detectado o problema e a removeu em uma hora, inclusive as outras que traziam mais versões da mesma história falsa.

Outro caso citado pela rede social foi a detecção de discurso de ódio – uma violação da política de uso do Facebook e crime no Brasil – focado em nordestinos. “Nossa comunidade de operação foi capaz de remover esses posts em duas horas, com nossa tecnologia mandando alertas para o time que está na zona de guerra”, disse Chakrabarti no post de anúncio da nova sala da rede social.

Em julho deste ano, o Facebook já teria publicado uma série de iniciativas para “proteger as eleições no Brasil”. Entre elas, estão novamente a transparência em anúncios, um rótulo de propaganda eleitoral e a cooperação com autoridades – principalmente com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Tribunais Regionais Eleitorais.