Facebook anuncia medidas para “proteger eleições”

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

29 de janeiro de 2019 às 16:15 - Atualizado há 2 anos

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Nesta segunda-feira (28), o Facebook descreveu algumas medidas que está tomando na rede social para “proteger as eleições”, conforme descreve. Com a proximidade das eleições na Europa, Índia e Israel – e nos Estados Unidos em 2020, cresce novamente a cobrança para a rede social combater fake news e anúncios políticos não-transparentes.

A rede social fundada por Mark Zuckerberg anunciou que continuará a bloquear e excluir contas falsas, removendo pessoas má intencionadas e limitando o alcance das fake news. Além disso, o Facebook também trará mais transparência aos anúncios políticos feitos na rede.

Cada postagem patrocinada de cunho político irá integrar uma biblioteca do Facebook que ficará disponível por sete anos. A biblioteca conterá informações como o alcance de cada propaganda, número de pessoas impactadas e informações demográficas de quem viu, como idade, gênero e localização.

Países que serão impactados em breve

No início deste mês, o Facebook proibiu temporariamente que pessoas de fora da Nigéria realizassem publicações patrocinadas no país. No anúncio, a rede social afirmou que a mesma política será aplicada na Índia e Ucrânia. As eleições na Nigéria serão em 16 de fevereiro, enquanto na Ucrânia a previsão é para março.

Enquanto isso, a expansão global dessas iniciativas deverá acontecer no final de junho. Além disso, o Facebook planeja abrir dois escritórios focados nas eleições em Dublin e Cingapura. “Isso permitirá nossos times globais a trabalhar melhor entre regiões durante as eleições, e irá fortalecer nossa coordenação e tempo de resposta entre funcionários do Menlo Park [sede do Facebook] e nos países”, escreveram Katie Harbath, diretora de política global e Samidh Chakrabarti, diretor de engajamento civil.

O Facebook na política

O impacto do Facebook em eleições pôde ser comprovado recentemente, quando foi divulgado o escândalo com a Cambridge Analytica. Na época, foi denunciado que mais de 50 milhões de pessoas tiveram os dados do Facebook usados sem consentimento pela empresa para traçar perfis de eleitores nos Estados Unidos em campanha a favor do Trump, como no Reino Unido, em favor ao Brexit.

Antes disso, suspeitas de que russos estariam interferindo nas eleições americanas através das redes sociais já circulavam pela internet. Mark Zuckerberg depôs ao governo dos Estados Unidos no ano passado devido às acusações.

Para evitar que o passado se repetisse agora em outros locais, o Facebook criou uma “sala de guerra” para lutar contra o problema das notícias falsas nas eleições. O time especial atuou inclusive nas eleições presidenciais do Brasil no ano passado.

Recentemente, o Facebook anunciou que irá investir US$ 300 milhões ao longo de três anos para investir no jornalismo e notícias locais nos Estados Unidos. Entre as organizações que serão beneficiadas, estão a Pulitzer Center e Report for America.