Facebook e Macy’s abrem loja para vender marcas nativas digitais

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

6 de novembro de 2018 às 07:51 - Atualizado há 2 anos

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O Facebook é uma porta de entrada para novos clientes interessados em pequenos ou grandes negócios. Agora, a rede social vai permitir que clientes conheçam novas marcas também no mundo físico, em uma loja temporária dentro da Macy’s, rede de lojas de departamentos nos Estados Unidos.

A loja, primeira do tipo aberta pela rede social, foi inaugurada nesta segunda-feira (5) e ficará disponível até o início de fevereiro. Focada nas compras para as festas de fim de ano, reunirá produtos de diferentes varejistas. O Facebook ou a Macy’s não ganharão nenhuma porcentagem nas vendas realizadas nas lojas temporárias, disponíveis no setor The Market @ Macy’s em lojas de Nova York, Pittsburgh, Atlanta, Fort Lauderdale, Las Vegas, Los Angeles, Seattle e São Francisco.

A estratégia da rede social é trazer apenas as marcas nativas digitais para o mundo físico, como a Two Blind Brothers – negócio sem fins lucrativos que vende roupas macias (ou com toque diferenciado) para financiar a pesquisa sobre deficiência visual. “O Facebook foi um parceiro chave em nosso crescimento. Para Bryan e eu, o toque é um sentido importante e a maciez é um pilar da nossa marca. Para a Two Blind Brothers e a maioria dos negócios participantes, a experiência irá permitir aos consumidores experimentarem nossas marcas e qualidade em uma loja física pela primeira vez”, disse Bradford Manning, cofundador da Two Blind Brothers, no anúncio feito pelo Facebook.

A iniciativa parece ser uma forma de manter os varejistas fiéis ao Facebook a medida que o crescimento da rede social está desacelerando. No dia 29 de outubro, em uma conferência sobre o terceiro trimestre de 2018, a rede social comandada por Mark Zuckerberg registrou 2,27 bilhões de usuários ativos mensalmente, abaixo dos 2,29 bilhões de pessoas previsto. Apesar de ter crescido, a receita do Facebook também não foi o esperado – US$ 13,75 bilhões, frente aos US$ 13,78 bilhões previstos.

Apesar de encontrarem a loja pessoalmente, os clientes ainda terão a impressão de ter visto o produto no feed do Facebook devido ao visual da loja, em que cada prateleira possui número de curtidas e reação “amei”, além de um “botão” para curtir, comentar ou compartilhar o produto – de mentirinha, é claro.

Uma iniciativa semelhante de grandes empresas nativas digitais invadirem o varejo físico aconteceu com a Amazon – há um ano, a varejista criou lojas temporárias dentro do Whole Foods, rede de mercados americana de comidas saudáveis, para expor seus produtos. Como o Facebook, a varejista escolheu o fim do ano para lançar o empreendimento devido a proximidade com a Black Friday e o Natal.