EUA quer proibir que grandes empresas de tecnologia criem criptomoedas

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

16 de julho de 2019 às 08:09 - Atualizado há 1 ano

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O lançamento do Libra pelo Facebook aconteceu há um mês, mas as polêmicas continuam. De acordo com a Reuters, o Comitê de Serviços Financeiros dos Estados Unidos estaria discutindo a possibilidade de grandes empresas de tecnologia serem proibidas de criarem criptomoedas e outros serviços financeiros.

No rascunho da proposta, “grandes empresas de tecnologia” são as que possuem receita anual de US$ 25 bilhões ou mais. A descrição já tiraria o Facebook da jogada, pois a companhia arrecadou US$ 55,8 bilhões em receita no ano passado. A multa para quem desrespeitasse a lei e lançasse algum serviço financeiro seria de US$ 1 milhão por dia.

O lançamento da criptomoeda pelo Facebook não é vista com bons olhos pelo presidente Trump, que afirmou no Twitter na semana passada que não é fã de moedas digitais, a exemplo do Bitcoin. Ele afirmou que as criptomoedas não são “dinheiro real”, criticando a típica grande volatilidade. No caso das empresas que as criam, ele afirma que deveriam seguir as mesmas regras do que os bancos. Por enquanto, nenhum banco está presente na Libra Association, organização que irá gerir a criptomoeda.

Os representantes do Comitê expressam preocupação com a privacidade (uma constante discussão em entorno do Facebook) e segurança dos usuários. Em resposta, David Marcus, líder da Calibra e cocriador da criptomoeda, afirmou que a empresa não a lançará enquanto ainda existirem preocupações de reguladores.

Enquanto o Facebook é sediado nos Estados Unidos, a associação responsável pelo Libra está na Suíça – o que pode fazer o projeto ser afetado pelos dois países. Por enquanto, o lançamento oficial da criptomoeda está previsto para o primeiro semestre de 2020.

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