Energias renováveis estão destruindo petrolíferas e derrubarão petróleo

Da Redação

Por Da Redação

29 de Maio de 2018 às 13:49 - Atualizado há 2 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

O preço do petróleo tão baixo como tem sido nos últimos anos está destruindo petrolíferas ao redor do mundo. Essa notícia será vista de duas formas em dois ambientes diferentes: pessoas com problemas respiratórios vão comemorar, enquanto quem trabalha em petrolíferas deverá lamentar o que está acontecendo.

E o que está destruindo o preço do petróleo? O avanço das energias sustentáveis e renováveis. Isso deverá mudar a forma que o mundo se configura radicalmente melhorando a qualidade do ar, a saúde, barateando custos, enfim, muitos benefícios. Carros elétricos começam a ser desejados e deverão ser cada vez mais comuns no futuro. Uma viagem pelas estradas do Texas revela mais usinas eólicas do que poços de petróleo.

Um estudo da consultoria Moore Stephens mostrou que 16 petrolíferas quebraram em 2016 no Reino Unido, um crescimento de… bom, não tem nem como colocar em porcentual, já que NENHUMA petrolífera havia quebrado quatro anos atrás. Muito pelo contrário, naqueles anos em que o preço do petróleo estava batendo recorde, várias pequenas petrolíferas estavam surgindo no Reino Unido, principalmente para explorar concessões em países do terceiro mundo.

E não apenas lá. Aqui também: OGX e HRT prometiam ser gigantes nesta época. Nenhuma delas sobreviveu. Nenhuma delas é considerada um bom negócio hoje em dia.

Eu escrevi um livro sobre o Eike Batista e me lembro bem do prospecto de ações da OGX. Eles previam uma lucratividade interessante para a companhia em preços conservadores para o preço do barril do petróleo. O que era tido como conservador na época? US$ 80. Era uma época que o preço do petróleo estava destinado a chegar em US$ 200.

Não tinha como a petrolífera entrar em uma zona não-lucrativa. O famoso pré-sal brasileiro também só é lucrativo por volta desse patamar. Até o gás do xisto, onde a produção tem elevada, só faz sentido também por volta desse valor por barril de petróleo.

Hoje, o preço do petróleo está em US$ 75 (depois de uma breve recuperação, diga-se de passagem). Já chegou a bater US$ 20 e dizem que, com a continuidade do desenvolvimento de energias renováveis, pode cair para US$ 10, de acordo com um estudo da francesa Engie. Isso destruirá a promessa do pré-sal e vai quebrar a Petrobras mais do que os caminhoneiros em sua greve.

O momento é tão ruim para as energias de combustível fóssil que os saudistas pretendem vender parte da Aramco, a petrolífera estatal gigantesca de mais de US$ 2 trilhões do país.

O mundo espera uma era de energia gratuita e limpa, com a utilização do sol e do vento como grandes formas de geração. Isso sem falar na fusão nuclear, tecnologia na qual os alemães fizeram um GRANDE avanço recentemente

Baixe já o aplicativo da StartSe no iOS ou no Android