Como a economia comportamental transforma negócios, segundo Wendy De La Rosa

João Ortega

Por João Ortega

30 de março de 2019 às 18:06 - Atualizado há 2 anos

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Wendy De La Rosa, cientista da Universidade de Stanford e fundadora do Common Cents Lab, foi responsável por criar o departamento de economia comportamental do Google. A pesquisadora explicou, durante o evento Silicon Valley Conference, da StartSe, por que esta área do conhecimento é importante para os negócios. “Engenheiros constroem e consertam, designers desenham e cientistas comportamentais buscam entender como uma pessoa média reage a determinado estímulo”, explica Wendy De La Rosa.

“Grandes empresas de tecnologia nos EUA estão criando departamentos de economia comportamental para entender os motivos de as pessoas comprarem ou não seus produtos”, diz a cientista. Uma das coisas que essas companhias estão descobrindo é que qualquer passo a mais se torna uma barreira, e qualquer barreira desestimula o consumo. Wendy afirma que simplificar processos, portanto, é decisivo para aumentar vendas.

Além disso, a pesquisadora explica que quando uma empresa oferece benefícios aos seus clientes, ela tem que focar no “aqui e agora”. “Benefícios emocionais, que dão prazer ou felicidade imediata, são muito mais eficazes do que ganhos futuros”, diz.

Humanidade no centro da tecnologia

Entender como funcionam as emoções de um humano – e não como ele raciocina logicamente – é imprescindível para criar produtos transformadores. “Hoje existem aplicativos que medem todas as calorias que você consome e quantos passos você dá em um dia, e mesmo assim há uma crise de obesidade nos EUA”, diz Wendy. “Mais informação não leva diretamente à mudança de comportamento”, conclui.

Pessoas tendem a se imaginar no futuro como alguém diferente que segue tudo aquilo que elas sabem que é mais saudável, ou o que traz mais segurança financeira. Mas, no presente, elas têm dificuldade de se motivar para realizar, de fato, transformações significativas. “Pesquisadores descobriram que programas de educação para finanças são responsáveis por 0,1% de mudança no comportamento financeiro”, relata a cientista.

Motivação: essa é a chave para gerar mudanças significativas em seres humanos – ou potenciais consumidores.  Compreender o que motiva alguém a escolher uma determinada carreira, gostar mais de uma pessoa que de outra ou optar por gastar em roupas ao invés de poupar dinheiro é entender sua humanidade.

“Todos vocês vão criar grandes tecnologias, tenho certeza”, disse Wendy, à plateia. “Mas se não colocarem a humanidade no centro delas, elas serão iguais àquelas que guardamos no fundo da gaveta, às que dão ótimas recomendações mas que não motivam o usuário a segui-las de verdade”.