Da gestão do resultado para gestão do aprendizado — como isso impacta sua empresa?

Juliana Alencar

Por Juliana Alencar

10 de março de 2020 às 14:07 - Atualizado há 3 meses

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Por Juliana Alencar, da equipe de inovação corporativa da StartSe.

Sabemos que não existe um único tiro ou receita de bolo para inovação. “Inovação” é uma construção de diversas ações e apostas realizadas dentro de algumas variáveis do contexto da empresa. Ela é completamente relativa e inexata, que vai amadurecendo com o tempo e com as experiências vividas.

Filosofia a parte, uma coisa é fato: as empresas começam realmente a entrar na trilha da inovação e ganhar uma “musculatura” no tema quando começam a investir em cultura e gestão. Parece comum ouvirmos isso, mas quando iniciamos uma cultura onde valores, propósito e clientes são presentes (da porta para dentro), tudo começa a fazer sentido.

Uma empresa que tem uma liderança focada no desenvolvimento da gestão dessa “nova economia acelerada”, vira uma simples chave: da gestão por resultado para a gestão do aprendizado.

Com uma gestão no modelo antigo — onde o único foco é resultado (de preferência a curto prazo) e onde só há espaço para acertos e os erros são tão temidos — as empresas deixam de experimentar, fazer pequenos testes e validações e, consequentemente, perdem um lindo presente: um repertório cheio de experiências com embasamento e histórico, pronto para próximos testes. E para experimentar, é preciso confiar. Confiar na equipe, nos ensinamentos que você passou para eles até aqui e dar as ferramentas necessárias.

Uma nova gestão

Gestão do aprendizado não é o famoso “contrate pessoas boas e as deixe em paz”. É preciso se responsabilizar e se certificar que elas possuem as ferramentas e recursos necessários, como, por exemplo, precisam se certificar que elas possuam os dados que darão as diretrizes certas para tomada de decisão — dados da base, SAC, redes sociais, tendências de mercado, rastro do fluxo do dinheiro das Venture Capitals, estratégia da empresa definida pelo C-level ou qualquer outro.

Colocar em prática uma gestão do aprendizado também significa ter o conhecimento organizacional da empresa para o envolvimento das áreas certas. Além disso, é fundamental traçar um contexto da estratégia — levando as informações para todos aqueles que poderão ser impactados pela tomada de decisões — e usar ferramentas, novas tecnologias e metodologias que auxiliem no processo.

Sim, gestão do aprendizado é liberdade, autonomia e empoderamento da equipe, mas tudo isso só é possível se tivermos as condições necessárias e, claro, uma cultura que permita que isso tudo aconteça.

Mas, sabemos que para chegar lá na frente, precisamos ter gasolina para andar cada quilômetro. Aí entra a mágica da gestão ambidestra e o desafio de tocar a empresa que já está muito bem, obrigada! E, em paralelo, desafiar a equipe a buscar coisas novas. É quase que tirar os brasões, os quadros dos diplomas da parede e seus 20 anos de casa para aprender a reaprender. Afinal de contas, só está começando.