Corretora de criptomoedas transfere US$ 500 mil para conta inacessível

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

14 de fevereiro de 2019 às 09:30 - Atualizado há 2 anos

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A história da QuadrigaCX ganhou um novo capítulo. A corretora canadense ficou famosa depois de não conseguir acessar C$190 milhões (cerca de US$ 145 milhões) em moedas digitais de seus clientes após a morte de Gerald Cotten, seu fundador. Isso porque o executivo era o único que tinha a senha do cofre offline (também chamado de carteira fria) dos ativos.

Diante do caso, a Ernst & Young, empresa de consultoria e transações corporativas, foi nomeada para supervisionar os processos. Em um relatório divulgado na última terça-feira (12), a companhia afirma que a QuadrigaCX transferiu, no dia 6 de fevereiro, 103 Bitcoins (cerca de US$ 468.675) para a mesma conta bloqueada. A transação foi realizada poucos dias depois da polêmica inicial.

O relatório também informou que alguns objetos usados por Cotten foram recuperados, como computadores, telefones e chaves USB totalmente criptografadas. A Ernst & Young não revelou como a última transferência aconteceu, mas esclareceu que o relatório foi baseado em informações financeiras não auditadas, registros da Quadriga e em discussões com diretores e consultores jurídicos.

Enquanto isso, o site da corretora continua fora do ar. “Temos certeza de que você tem muitas perguntas. Estamos nos estágios iniciais de um longo processo e não temos todas as respostas agora”, afirma a empresa em um comunicado na página inicial.