Xerox podia valer US$ 500 bilhões, mas foi absorvida por apenas US$ 6 bilhões

Da Redação

Por Da Redação

19 de fevereiro de 2018 às 10:42 - Atualizado há 3 anos

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No começo deste mês, a Xerox foi incorporada pela japonesa Fujifilm, em uma operação de mais de US$ 6,1 bilhões. Parece uma quanta astronômica, mas é uma pequena fração do que a empresa poderia valer se tudo tivesse dado certo para ela com suas grande inovação (que ela nunca soube aproveitar): o computador pessoal.

Ao invés de entrar neste segmento, a empresa preferiu ficar focada no segmento de impressões e cópias – e foi se apequenando conforme a digitalização de tudo diminuiu a demanda deste segmento. A ponto de valer “apenas” alguns bilhões de dólares e ser absorvida por uma outra empresa do setor.

Mas veja como a Xerox podia ser gigante…

Pois bem, no mundo de tecnologia, pode-se dizer que inovação não é nada sem implementação. A Xerox criou tudo que viria a ser o computador pessoal, através do PARC (Palo Alto Research Center), mas nunca implementou para o mercado. E viu Apple e Microsoft, que levaram adiante suas ideias, terem

Pior: passou essas inovações e segredos para a Apple, que hoje vale quase US$ 1 trilhão. Steve Jobs sempre creditou que essas inovações do PARC eram fundamentais para o sucesso Apple. E em um documentário da década de 1990, ele mesmo destacou que a Xerox poderia ter sido a maior empresa da história. Se tivesse aproveitado o que ela mesmo criou.

Para entender o que aconteceu e o que podemos aprender com essa lição, vamos voltar ao passado e entender o contexto. Fundada em 1906 na costa Leste Americana, a Xerox já era uma gigante quando criou tudo isso, com mais de 50 anos de idade. A companhia era imensa no segmento de cópias e buscava inovar, criando o PARC (Palo Alto Research Center), no coração do Vale do Silício, em 1970.

Um pequeno adendo: é interessante ver que já naquela época o Vale do Silício era visto como a região para se criar um laboratório de inovação. Isso se dava ao mindset da região, que só foi refinado de lá para cá. Afinal, o local concentra boa parte da inovação dos últimos 80 anos. Explicamos o que a faz tão especial detalhadamente neste e-book, que ainda conta com um mapa de 20 páginas da região.

Voltando à Xerox. O PARC deu frutos em pouquíssimo tempo. Em 1972, a empresa já havia desenvolvido um computador pessoal inteiro. Trata-se do Xerox Alto. Essa máquina criava e introduzia, pela primeira vez, mouse, interface gráfica, impressão via computadores e e-mail – em 1972 essa máquina já se conectava na internet. Impressionante.

Só que a direção da empresa não entendeu muito qual era o poder do Alto, o primeiro computador pessoal com interface gráfica da história. Ele foi demonstrado para o board executivo da companhia, que decidiu manter a estratégia que a empresa tinha na época, focada em impressão.

A companhia nunca nem comercializou o Alto, só o instalou em escritórios da própria companhia e em escritórios do governo americano e do exército. Essa falta de visão foi fundamental para a empresa estagnar nas décadas seguintes e acabar se tornando irrelevante.

As filhas do PARC: a Apple e Microsoft

E ainda mais, em 1979 depois ela licenciou a tecnologia do Alto para a Apple, depois de Steve Jobs ficar encantado com o produto em uma série de visitas ao PARC. O acordo garantia que Jobs poderia usar essa tecnologia e em troca a Xerox poderia comprar até US$ 1 milhão em ações da Apple. Jobs fez questão que essa tecnologia fosse aplicada ao Lisa, computador lançado em 1980.

“Eles não sabem o que possuem”, chegou a afirmar Steve Jobs. Para falar a verdade, alguma parte da Xerox sabia, sim, que aquele produto era revolucionário. Quem trabalhava lá, estava animadíssimo. O board não.

Em 1981, a Xerox até tentou correr atrás do prejuízo, com o lançamento do Xerox Star. Mas cometeu um erro fatal: preço. O computador chegava a custar até US$ 16 mil por unidade, muito acima de produtos similares que já existiam. Se levasse o pacote completo, tudo sairia por cerca de US$ 100 mil. A Apple contratou vários funcionários da Xerox (desiludidos com o fracasso em implantar os produtos da PARC) e acabou jogando a pá de cal no projeto.

Uma outra empresa se tornou forte neste segmento, a Microsoft. Ela também construiu seu legado no que a Xerox havia construído anos antes. E também contratou grandes nomes do PARC para avançar sua inovação interna. Tanto Microsoft quanto Apple se tornaram grandes players no segmento de computadores pessoais nas décadas seguintes, mas a Xerox, a inventora de tudo, não.

Inovar e implementar, sempre

A lição desta história é simples para todas as empresas: não basta apenas inovar por inovar. A Xerox fez isso, a Kodak (inventora da câmera digital). É importante implementar essa inovação no seu modelo de negócios para que sua empresa seja realmente inovadora e efetiva.

Para tal, estamos lançando o programa Fast Innovation, em parceria com a Innoscience. Trata-se de uma solução inédita para resolver esse problema. O Fast Innovation é um programa de aceleração corporativa de projetos inovadores de empresas estabelecidas. Você pode inscrever 1 ou mais times com ou sem ideias já definidas.

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