Walmart usa tecnologia para achar toda comida podre ou estragada nas gôndolas

Identificar os alimentos que não estão bons é um imperativo para as grandes varejistas, para impedirem seus clientes de se intoxicarem

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Por Da Redação

18 de junho de 2018 às 12:01 - Atualizado há 2 anos

No ano passado, a Polícia Federal surpreendeu o Brasil com a operação “Carne Podre”, que ajudou a tirar a credibilidade da carne nacional. Embora a divulgação da operação tenha sido feita de forma equivocada, ela levanta um questionamento muito sério: qual a qualidade dos alimentos que estão nas gôndolas?

Bom, no mundo real, sabemos que sempre vamos ter algum problema aqui ou ali. Identificar os alimentos que não estão bons é um imperativo para as grandes varejistas, para impedirem seus clientes de se intoxicarem – e de ter que pagar indenizações ou realizar grandes trocas. Para isso, o Walmart entrou em uma parceria com a IBM para achar a comida ruim que existe em seus mercados.

Para tal, eles desenvolveram um blockchain que é capaz de realizar um inventário de tudo que existe nas lojas Walmart e montar um registro confiável de tudo que envolve aquele produto: marca, fornecedor, origem e até mesmo quem foi o inspetor que autorizou a venda. Portanto, ao identificar uma irregularidade, basta buscar por produtos que tenham as mesmas condições e bingo, tudo que for irregular vai aparecer em um segundo.

Isso é importante também pois ele consegue encontrar justamente quem é o “culpado” da irregularidade, impedindo que o fornecedor ou o responsável pelo depósito fujam de suas responsabilidades. O inventário fica registrado ao redor de vários computador ao mesmo tempo no mundo inteiro, tornando o sistema virtualmente de alterações (como alguém tentando encobrir seus erros).

O Walmart está testando essa tecnologia com dois itens diferentes: carne suína na China e uma comida industrializada nos Estados Unidos. Caso este teste tenha sucesso, a companhia pretende inserir este novo sistema no mundo inteiro, além de todas as inovações da Store No 8, sua incubadora no Vale do Silício recentemente aberta.

A expectativa é que essa tecnologia consiga economizar milhões de dólares para a varejista ao ajudar a identificar comida ruim com muito mais agilidade e grau de confiança. Ou seja, impedir que comida que esteja boa seja “misturada” com a ruim. Atualmente, muito alimento em condição de consumo é jogada fora por ser “suspeita” (de uma mesma marca, por exemplo).

Um exemplo prático seria que o Walmart poderia identificar todos os alimento produzidos pelos 21 frigoríficos que foram investigados pela operação Carne Fraca no ano passado. E tirar apenas esses alimentos de circulação, ao invés de afetar todos os produtos da BRF (Sadia e Perdigão) e JBS (Seara e Friboi), que possuem centenas de frigoríficos que não estão sob suspeita de irregularidade.

A tecnologia vai revolucionar o varejo – melhorando processos, garantindo novas experiências, diminuindo custos. Vamos tratar deste assunto em um evento exclusivo na cidade de Sâo Paulo em agosto. Não perca a oportunidade de garantir seu ingresso com desconto e participar.

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