Visa tem grande nome do mercado como mentor em seu programa de aceleração

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Por Lucas Bicudo

19 de março de 2018 às 13:01 - Atualizado há 3 anos

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Mentor é aquele que guia. É quem, com seu repertório e experiências vividas, tem o poder de partilha. “Ser mentor é pegar todos os questionamentos, toda a dor sentida por uma determinada startup e conectar tudo isso com as próprias experiências e sua rede de networking”, define Bruno Diniz, fundador da consultoria de inovação Spiralem e Presidente do Comitê de Fintechs da Associação Brasileiras de Startups.

Bruno veio do mercado financeiro tradicional, acabou se envolvendo com o ambiente de inovação e percebeu, em 2011, que o mundo já estava tendo conversas verticalizadas a respeito dessa intersecção de interesses. Acompanhou o movimento das fintechs no mundo e foi um dos percursores aqui no Brasil. Hoje, é um dos mentores responsáveis pelo Programa de Aceleração da Visa.

Batemos um papo com ele para saber mais sobre o momento pelo qual o ecossistema está passando, os benefícios de um programa de inovação corporativa e a importância de ter um player como a Visa olhando para o mercado brasileiro.

“Entendo que seja um momento de franca expansão. Há algum tempo, quando falávamos de fintechs, ainda era uma coisa bem incipiente, o ecossistema não era tão conectado. Hoje é diferente. Já existe maturidade. E observamos avanços significativos no que diz respeito à regulamentação. A tendência é que tenhamos ainda mais possibilidades para as fintechs operarem – e principalmente prosperarem – aqui no Brasil. Uma iniciativa como a da Visa ajuda com as incertezas do empreendedor. Falo tudo isso sem mencionar o fato que hoje somos o maior mercado fintech da América Latina, em número de iniciativas e em dinheiro movimentado”, continua.

O convite para ser mentor surgiu principalmente por causa das experiências de Diniz com modelos de negócio internacionais e com questões relacionadas à internacionalização. Ele relembra o caso da NextOne, acelerada pela Visa no ano passado e que nasceu como uma empresa que transformava uma imobiliária em uma emissora de seguro. “A experiência que eles tiveram com a Visa no Vale foi transformadora. Conseguimos agregar bastante nesse sentido, trazendo por exemplo o case da Pipefy. Ajudamos a criar uma mentalidade global dentro da NextOne, a ideia dela pertencer ao mundo”, diz Bruno.

A fala de Diniz vai em linha com o que tem sido dito pelos executivos da Visa. Em entrevista recente, o head de inovação da empresa, Érico Fileno, disse que a aproximação com o ecossistema empreendedor tem como único objetivo colaborar. “O mundo e, sobretudo a Visa, entendeu que a grande ideia por detrás da Nova Economia é colaborar. Temos muito o que aprender ainda: como uma fintech consegue rapidamente identificar um problema, gerar uma solução e escalar de forma exponencial? Por outro lado, como uma startup se conecta com uma empresa estabelecida como a Visa, com toda sua rede de contatos, know-how e experiência, para se plugar em um espaço que, continuamente, estamos construindo ao longo dos últimos 60 anos?”, questionou o executivo da Visa.

“Você de fato consegue alavancar a plataforma de negócio das startups por meio de toda a estrutura da Visa e do conhecimento dos mentores da empresa. É um primeiro passo, muito bem dado, de uma corporação desse porte. Isso incentiva outras empresas a tomarem um caminho semelhante e ajudarem a fomentar a cultura de inovação no Brasil”, completou Diniz.

Por fim, um recado para as startups que estejam ponderando participar:

“A grande sacada é interação com diferentes mentores da Visa e novas visões acerca de seu negócio. Às vezes você está com um determinado problema e sua visão sobre o assunto é relativamente unilateral. Se você pode dividir esse problema com outras pessoas, certamente te trará novas perspectivas”, finaliza o mentor.

Se interessou pelo programa?

A iniciativa terá duas edições ao longo deste ano, sempre com foco em dois perfis de startups, o Growth e o Start. No Growth, o objetivo é acelerar as startups que já estão estabelecidas no mercado, enquanto no Start a busca é por startups ainda em estágio embrionário. No primeiro semestre, as inscrições para o Growth e o Start estão abertas até 21 de março e 11 de abril, respectivamente. E a partir de maio, as selecionadas passarão por um processo de imersão, bootcamp e elaboração de estratégias.  Serão três primeiros meses de aceleração, e mais três de incubação. As startups poderão viver uma rotina intensa de mentoria, num espaço de coworking em São Paulo coordenado pela Kyvo.

As startups receberão investimentos, através de serviços e consultorias, de R$ 78 mil para startups do Start, e R$ 206 mil para startups do Growth – este último conta com um mês de imersão no Vale do Silício. Importante lembrar que a Visa não pedirá por participação acionária às startups interessadas.

Ao final do programa, todas as participantes terão a oportunidade de apresentar seus resultados para um comitê formado pela Visa, Kyvo, GSVlabs e nomes importantes do mercado em São Paulo.

Para mais informações sobre cronograma e inscrições, clique aqui caso seu interesse seja no Start e clique aqui caso seu interesse seja pelo Growth.

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