Sua empresa pode estar caminhando para a morte nos próximos 5 anos

Da Redação

Por Da Redação

26 de abril de 2016 às 14:37 - Atualizado há 4 anos

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Vou começar a matéria com uma história real: um conhecido meu visitou uma imobiliária e se encontrou com o dono dela, um senhorzinho de 85 anos, que comanda o negócio há 60. Sentados na mesa, o dono abriu a boca: “olha, eu preciso de você. Se não fizermos nada, daqui cinco anos estaremos mortos”. Ponto para o senhorzinho, que vê como as coisas estão mudando.

Uma vez, o ex-presidente da Cisco, destacou sua crença de que a grande maioria das grandes empresas estabelecidas vão morrer nos próximos anos, conforme novas empresas inovadoras surgiam e começavam a incomodar as grandes estabelecidas. É verdade. Estamos em uma fase de transição e a ordem é “se adaptar ou morrer”.

Vimos várias empresas quebrarem ao longo dos últimos anos: Blockbuster, Kodak, Blackberry, Atari, entre outras. A grande questão é que as empresas precisam inovar para permanecerem vivas, mas as grandes empresas não o fazem. “A empresa estabelecida vive o dilema do inovador. Aquilo que a faz mais eficiente é também o que a faz menos sensível ao novo”, diz Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador da Innoscience.

Imagine a situação de duas empresas: uma pequena, com 20 pessoas e uma gigante, com 200.000 funcionários. As duas precisam mudar de direção. Qual delas é mais fácil de mudar de direção? “Diferente da startup a empresa estabelecida tem um negócio para administrar e ao mesmo tempo precisa inovar. A empresa precisa ser uma organização ambidestra, boa hoje e boa amanhã”, destaca Carlomagno.

5 fatores para inovação

Se mudar é difícil, é bom entender que existe uma metodologia para tal, de modo que companhias não façam as mudanças necessárias no escuro. Primeiro, você tem que entender se você precisa, realmente, de mudanças sérias. “Dito isso, o nível de necessidade de inovação depende na nossa avaliação de 5 fatores diferentes”, explica o fundador da Innoscience.

Primeiro ponto a avaliar são os próprios consumidores do produto da sua empresa – se eles estão em eterna mudança ou se são “estáveis” na medida do possível, claro. “Clientes, que é quanto seus clientes mudam comportamentos e prioridades e o quanto surgem novos segmentos de consumidores”, conta.

Além disso, é importante ver o movimento que seu mercado está fazendo. Se seus concorrentes estão se movimentando, é importante que você também se movimente, para não ficar para trás. “Concorrentes: o quão agressivos e inovadores são seus concorrentes”, destaca.

Se seu setor for isolado, também é capaz que você não precise tanto de inovação quanto outros que estão mais ligados. O setor de tecnologia, por exemplo, sempre será pressionado por mudanças. “Descontinuidades: o grau de isolamento da empresa para as transformações econômicas, tecnológicas, políticas, legais e ambientais”, salienta.

O quarto ponto é a sua vontade de crescer acima do mercado, da economia nacional – empresas que inovam crescem mais, mas empresas que seguem com seus “negócios como usuais” continuam em seus ritmos tradicionais. “Ambição de crescimento: O quanto a empresa quer crescer acima do PIB”, destaca Carlomagno.

Outro ponto importante é caso sua empresa queira atrair as melhores cabeças – aí não dá para a empresa agir de forma burocrática, é necessário abrir espaço para que essas cabeças inovem dentro da sua corporação. “Atração de talentos: o quanto a empresa precisa atrair os melhores talentos”, explica.

Somente empresas com essas condições precisam de inovação, caso contrário, podem deixar para lá. “Se o seu contexto é de mesmos clientes, mesmos concorrentes, poucas transformações, ambição reduzida e ausência de necessidade dos melhores talentos a inovação pode ser pontual e episódica. Do contrário ela precisará ser frequenta, intensa e gerenciada”, destaca.

Quem precisa de menos inovação?

A grande questão é que TODAS as empresas se encaixam em ao menos um desses 5 casos. São poucas as empresas que não precisam de inovação constante, mas elas existem. “Setores com menor alteração da demanda e intensidade do investimento em P&D tendem a ter menor necessidade de inovação. No entanto, como podemos apresentar nos fatores acima, não é uma questão puramente setorial, mas da empresa”, diz Maximiliano.

Ou seja, em um ambiente parecido, vão ter empresas que vão atrás de inovações e companhias que não vão. “Num setor como o siderúrgico, por exemplo, podemos ter empresas com diferentes ambições. Por outro lado, há mais e mais setores enfrentando disrupção por inovadores que ofertam soluções mais simples, convenientes e acessíveis para clientes não atendidos ou ‘overserved’”, explica.

Uma era de empreendedorismo

Boa parte da inovação vem de empresas nascentes – as startups. Atualmente este é o principal berço de tecnologias novas. “Além disso, é muito mais fácil hoje montar um negócio do que era anos atrás”, destaca o fundador da Innoscience.

Elas, porém, crescem tomando espaço de quem já existe e é grande. Em muitos setores, não serão as startups que surgirão como vencedoras – mas elas vão tomar bastante mercado e forçar que as empresas mais estabelecidas as adquiram. “Vencer pode ser difícil, mas incomodar nem tanto”, explica.

Se a inovação mudou, muito se deu por conta da facilidade de criar negócios atualmente, que mudou o suficiente para gerar uma era de empreendedorismo – nunca tantos novos negócios foram criados quanto hoje. “Estima-se que seja 10 vezes mais barato colocar um negócio em pé atualmente em função da economia de serviços, compartilhamento e acesso de novas tecnologias e funding para empreender”, salienta.

3 horizontes de inovação

A questão é que não adianta apenas querer a inovação: é necessário fazê-la da maneira correta. Não adianta simplesmente, é necessário compreender qual o problema que sua empresa precisa sanar para se manter competitiva. “O primeiro passo é identificar estrategicamente O QUE QUER. Quem não sabe o que quer não saberá quando encontrar. Por incrível que pareça as empresas ainda escolhem o remédio antes de compreender a necessidade”, explica.

Existem três horizontes de inovação: incrementais, oportunidades e novos mercados. Você precisa saber qual tipo é necessária para sua empresa antes de embarcar nesta. Ajudamos empresas a inovarem em seus negócios com este e-book gratuito sobre inovação corporativa.

O primeiro horizonte é bom para empresas que querem encontrar uma forma de melhorar processos que já existem. “Inovações do primeiro horizonte reforçam o negócio atual, por exemplo a Coca-Cola buscar uma nova tecnologia para reinventar seu método de envase“, explica.

Enquanto isso, o segundo serve para desbravar novos mercados relacionados ao que sua empresa já está inserida. “Já o segundo horizonte trata de oportunidades de renovação do negócio atual e migração desse para novas oportunidades como a Coca-Cola entrando em Água Vitaminada, por exemplo”, continua Maximiliano.

E o terceiro é para adentrar novos negócios, muito diferentes do core da sua companhia – com métodos de vendas diferentes, por exemplo. “Já o terceiro horizonte envolve a criação de novos negócios, como a Coca-Cola entrar no negócio de café gourmet feito em casa num formato de assinatura”, completa o exemplo.

O que você procura em startups depende de cada um de seus interesses – portanto não existe “receita de bolo” quando se trata da conexão de grandes empresas com startups. “Cada um desses objetivos estratégicos irão indicar diferente startups a serem buscadas com diferentes métodos de conexão”, termina.

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