Startups brasileiras se preparam para a final dos Prêmios à Inovação Social da Fundación MAPFRE

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

28 de agosto de 2018 às 17:14 - Atualizado há 2 anos

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Com o objetivo de incentivar a inovação e promover soluções inéditas de impacto social e que atendam às necessidades da sociedade em três categorias – Melhora da Saúde e Tecnologia Digital, Mobilidade e Segurança Viária e Inovação Seguradora -, a 1ª edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social já tem seus finalistas. No dia 17 de outubro, três startups brasileiras, uma de cada segmento, irão se apresentar na Espanha e concorrer ao prêmio junto a projetos de outros países. Ao todo 90 mil euros serão distribuídos – 30 mil euros para cada ganhador.

Na categoria Melhora da Saúde e Tecnologia Digital, a representante brasileira é a Beaba, que tem como objetivo desmistificar o câncer dando informações, de maneira clara e lúdica, sobre o tratamento para crianças, adolescentes e seus acompanhantes. O “Beaba do câncer” fala sobre os caminhos do tratamento e tem 160 termos do ambiente oncológico ilustrados. Mais de 4 mil guias já foram distribuídos em hospitais.

Além disso, o projeto tem o aplicativo Alpha Beat Cancer, com 20 mini games para trazer mais informações para os pacientes. “Queremos voltar dessa final com muita bagagem: experiência, conhecimento e claro, o prêmio – que efetivamente vai viabilizar o nosso novo projeto, o Beaba.tv, uma plataforma de vídeos sobre câncer infantil”, afirma Simone Mozzilli, presidente da empresa.

Na categoria Mobilidade e Segurança Viária, a startup selecionada para a final foi a Pluvi.on, que oferece uma solução de previsão do tempo até quatro vezes mais precisa que o mercado. Com sensores inteligentes, os dados são coletados e podem ser reunidos em painéis de controles para empresas de diversos setores ou usados para comunicar e alertar a população sobre riscos de mudanças no tempo.

“Para a final, estamos reformulando o pitch para que traga mais o impacto global da nossa solução”, conta Diogo Tolezano, CEO e um dos fundadores da empresa. Com o prêmio, a startup pretende instalar mais de 100 estações em São Paulo, principalmente em regiões de alta vulnerabilidade e que sofrem com enchentes e deslizamentos – no extremo da zona leste, zona sul e zona norte. “Esperamos impactar a vida de quase 2 milhões de pessoas que moram nessas regiões, alertando com antecedência sobre potenciais riscos para que possam se proteger”, explica Tolezano.

Já a terceira finalista, da categoria Inovação Seguradora, é a startup Zumpy, que por meio de um aplicativo conecta pessoas com rotas compatíveis. Os motoristas podem oferecer viagens e zerar os custos com combustível e outras despesas do veículo, acumulando créditos de seus passageiros e trocando por benefícios de parceiros da empresa. O objetivo é incentivar a economia compartilhada e a sustentabilidade. André Andrade, um dos fundadores e CEO da empresa, está reestruturando sua apresentação e fazendo aulas de espanhol para se preparar para a final e se apresentar no idioma nativo da Fundación MAPFRE.

Caso seja um dos vencedores, pretende investir 50% do prêmio em ações sociais e ambientais. “Os outros 50% iremos utilizar para o crescimento da base de usuários do Zumpy e expandir o uso em outras três grandes cidades do Brasil”, ressalta Andrade. Segundo o CEO, com o valor, será possível evitar a emissão de aproximadamente 2.500 toneladas de CO2 por ano.

Foto: Adriano Arruguetti