Como grandes empresas podem se conectar com o Vale do Silício?

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Por Isabella Câmara

13 de dezembro de 2017 às 14:08 - Atualizado há 3 anos

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A StartSe oferece diversos programas que conectam grandes empresas brasileiras a startups instaladas no Vale do Silício, um dos maiores polos de inovação do mundo. Um deles é o Spot (já adotado por grandes companhias como a Tigre, a Libbs e a Gerdau), que oferece a possibilidade de ter um embaixador no Vale, criando um canal de comunicação direto entre a empresa aqui no Brasil e a nossa equipe na região. Assim, a companhia receberá todas as informações mais relevantes do Vale relacionadas ao seu negócio e se antecipará ao movimentos de inovação com muito mais agilidade, identificando e aproximando-se de projetos relacionados ao planejamento estratégico.

Pensando nesse tipo de iniciativa, Luiz Neto, Head de Corporate da StartSe no Vale, conversou com executivos de quatro grandes empresas brasileiras que já estão conectadas com o Vale do Silício de alguma forma, seja com a ajuda da StartSe ou não.

A Tigre, por exemplo, líder na fabricação de tubos e conexões e um dos maiores provedores de soluções para o setor da construção civil, firmou uma parceria com a StartSe com o objetivo de aumentar a velocidade dos processos de inovação da empresa para o desenvolvimento de novos produtos e processos mais eficazes. Com o programa, a companhia receberá as informações mais relevantes do Vale relacionadas ao seu negócio e se antecipará ante a outras empresas do setor.

Mas iniciativas como essa só são possíveis quando há uma imersão de ambos os lados, ou seja, tanto da Tigre no ecossistema do Vale quanto da empresa nos objetivos estratégicos do Grupo. “Nós mostramos para o Luiz todos os eixos estratégicos e com isso ele conseguiu adquirir uma certa sensibilidade para passar insights que tenham a ver com o nosso negócio. [….] Nesse ano, por exemplo, tivemos um pitch com seis empresas e estamos trabalhando para continuar o trabalho com esses projetos”, conta Sandro Silva, Gerente de Inovação da Tigre.

O Banco do Brasil é outro exemplo de empresa que iniciou uma imersão no Vale do Silício. Há pouco mais de um ano, a empresa implementou o Labbs, um laboratório de experimentação onde projetos de funcionários da própria empresa são desenvolvidos, incubados e acelerados.

De acordo com Vilmar Grüttner, Head do BB Labbs, o grande diferencial do Vale do Silício é a cultura de empreendedorismo típica da região. “A transformação cultural as vezes é tão importante quando as soluções em si. Muita gente fala que seria mais fácil ir para Nova York, Londres ou Singapura, mas o interessante do Vale é a concentração de rebeldes que ele tem e o grande potencial de colaboração e disrupção”, diz.

Para Luiz Fernando Medaglia, da Gerdau, esse ecossistema colaborativo é muito difícil de copiar e, foi por isso, que ele fez questão de deixar espaços vazios na sua agenda para conversar com empreendedores da região durante os 10 dias da sua imersão. “Além disso, eu percebi uma grande maturidade do ecossistema, de startups, aceleradoras, fundos de investimento no Vale do Silício”, conta Fernando.

Segundo Lívia Gandara Prado, Head de Inovação da Libbs, as grandes empresas precisam buscar tendências, não só procurar soluções e iniciativas já consolidadas. E foi isso que a Libbs fez durante o Spot. “Um desejo que a gente tinha quando nos conectamos com o Vale do Silício era começar a fazer um mapeamento mais estruturado, não só de startups, mas também para identificar tendências e possibilidades que estão surgindo por lá”, diz.