A reforma do setor elétrico e a abertura do mercado livre

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Por Lucas Bicudo

15 de março de 2018 às 12:07 - Atualizado há 3 anos

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Por Fábio Cuberos, Gerente de Regulação da Safira Energia

Com a abertura da Consulta Pública 33, o mercado de energia tem uma nova oportunidade de voltar a operar nos trilhos, resolvendo alguns problemas que afetam o setor há algum tempo, principalmente no que diz respeito ao âmbito regulatório.

Alguns pontos que são destaques nessa discussão:

Com o objetivo de aumentar receita e dar uma maior eficiência no setor, o governo propõe privatizar cerca de 14 usinas hidrelétricas. No entanto, o impacto disso reverteria para os consumidores finais, que teriam que arcar com parte dos custos advindos da CDE, custos estes, que poderiam impactar em um aumento nas tarifas dos consumidores.

No entanto, a Consulta Pública propõe uma metodologia diferenciada de destinação das receitas advindas das privatizações, ocasionando um impacto menor para os consumidores através da CDE, e consequentemente, um menor impacto sobre a tarifa de energia elétrica.

Na proposta apresentada pelo governo, há a sugestão de redução gradual do limite para que os consumidores possam ter acesso ao mercado livre, que hoje só é permitido para consumidores com demanda contratada acima de 3.000 kW (500 kW para consumidores especiais). A meta é reduzir, até 2028, o limite para o 75 kW para consumidores de alta e média tensão (Grupo A).

Isso significa que pequenos empreendimentos, como padarias e lojas, poderiam escolher seu fornecedor de energia, tendo assim uma melhor gestão sobre seus gastos com energia elétrica.

Segundo o governo, a razão para essa abertura parcial é evitar uma transição muito acelerada sem a adequada preparação e adaptação do setor que garantam a sustentabilidade dessa abertura. A ideia proposta pela Consulta Pública é separar o lastro e a energia, como na grande maioria dos mercados mundiais. Dessa maneira, a expansão do sistema seria realizada a partir de leilões de lastro (capacidade), onde todos os consumidores pagariam por esse custo a partir de um encargo setorial, garantindo assim o fornecimento de energia para todos. A energia seria um produto adicional a ser negociado pelos geradores, a fim de garantir uma receita adicional do empreendimento durante o período de operação, viabilizando assim a construção do mesmo.

Tal alteração está prevista para ser implementada a partir de 2020, dando um maior dinamismo ao mercado de energia.

Quem é a Safira Energia?

Atuando no mercado desde 2008, o Grupo Safira Energia é uma das principais comercializadoras e consultorias em análises, estratégias e soluções para o setor energético do Brasil.

Sua holding é dividida em: Consultoria, Gestão e Representação, Comercialização e Novos Negócios, que entregam serviços e produtos para grandes clientes, como Braskem, Volkswagen e Linde Gases. Agente autorizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e associado à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), o Grupo Safira é referência em estratégias e soluções energéticas para os mais variados mercados por combinar expertise, estratégia e confiança.

Dá uma olhada nessa iniciativa:

A Safira Energia acaba de lançar o Safira Inovação, seu programa de investimento em startups. A iniciativa busca por cleantechs que estejam no estágio de MVP (Produto Mínimo Viável) desenvolvido e validado, ou startups cujo produto ou serviço já estejam operacionais no mercado.

Trata-se da oportunidade de gerar receita ao virar parceiro da Safira Energia; de testar sua solução em situações reais numa empresa inovadora, relevante em seu setor; de contato com Diretores, Gerentes e Especialistas da Safira Energia e receber feedback sobre a aderência de sua solução; de ter acesso ao mercado; de ter acesso ao know how do grupo; de ter espaço físico para trabalho; de receber aporte financeiro em troca de equity; e, por fim, receber uma viagem para o Vale do Silício.

O programa está estruturado em 3 fases, entre 12 de março e 03 de maio de 2018. A primeira é a do screening (busca e seleção de startups), que acontece até 16 de abril. A segunda etapa é a de avaliação: aqui, serão divulgadas as startups que participarão do Pitch Day, no dia 19 de abril. No dia 03 de maio, finalizando assim o cronograma, serão divulgadas as startups que receberão investimento da Safira Energia.

Para mais informações sobre o programa, clique aqui. Vale lembrar que as inscrições vão até 16 de abril.

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