O Futuro dos Esportes: a revolução começa no Vale do Silício

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Por Lucas Bicudo

22 de agosto de 2017 às 13:29 - Atualizado há 3 anos

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Em 2010, um grupo de venture capitalists do Vale do Silício adquiriu o time de basquete Golden State Warriors. Em seguida, implementaram um sistema de gestão comumente aplicado em startups. Resultado: em menos de uma década montaram um dos times mais poderosos da história.

Já o San Francisco Deltas é o primeiro time de futebol do mundo criado como uma startup. Focado em inovação, tem como investidores pessoas que ajudaram a começar empresas globais como Apple, Facebook, Google, Paypal, Yahoo, Twitter e outros gigantes do Vale do Silício.

O filme estrelado Brad Pitt, “Moneyball, o Homem que Mudou o Jogo”, é baseado em fatos reais que ocorreram também no Vale do Silício, no time de baseball Oakland A’s, quando a equipe usou a tecnologia e as análises de big data para revolucionar as contratações e montagem de equipes no baseball.

Por que não mais um case? o departamento atlético de Stanford. Antes das olímpiadas do Rio, atletas da universidade já haviam ganho 243 medalhas olímpicas! No Rio, foram mais 18 medalhas (9 de ouro), mais do que muitos países.

Estamos falando de um papo sério: a metodologia do Vale do Silício chegou aos esportes. E não está para brincadeira. Acreditamos que há muito o que aprender com a cultura organizacional de equipes de alto nível. Para isso, montamos a Missão The Future of Sports. Em uma viagem de uma semana, o programa levará você para descobrir quais são as tecnologias, instituições – de equipes profissionais a startups e marcas estabelecidas – e pessoas que estão revolucionando esportes.

Ainda não está convencido? Daremos início a uma série de reportagens que irão te inteirar sobre como as novas tecnologias estão impactando o esporte e o futuro dele. Comecemos hoje, falando sobre o que pode ajudar os “atletas alternativos” a perfomarem sempre em alto nível, na mais diversa gama de esportes – tema abordado no relatório The Future of Sports, de Po Bronson, renomado escritor americano, e mais um timaço de futuristas.

Alt-Athletics não é apenas sobre exercício, é sobre encontrar um significado e identidade. Os alpinistas e os surfistas procuram experiências que os conectam com ambientes naturais. Os devotos de Yoga e Tai Chi buscam a transcendência espiritual transcultural. Para os corredores, o prêmio final não é apenas um tempo mais rápido, é a química endógena do corpo para alcançar a zona. Alt-Athletes reenergizaram atividades como escalada, corrida a distância, parkour, skate e bungee jumping.

Talvez até mais interessantes, esses caras começaram a explorar as atividades físicas com esportes tradicionais para criar novos jogos. Snowboard é uma combinação de surf e esqui. O disco de golfe é uma mistura de frisbee e golfe, enquanto o Ultimate combina frisbee com futebol. Kite windsurf é um híbrido de surf, vela e paraquedismo. Dodgeball foi reinventado em trampolins.

Os atletas hoje estão se unindo em torno da conquista compartilhada. É inegável como temos mais contato com as grandes estrelas dos esportes. Eles dividem. Eles conquistam e você sabe de tudo em tempo real. Os canais de vídeo dessas personalidades atraem milhões de visualizações e os tornam em uma agência de publicidade. Pensa no caso da transferência do Neymar ao Paris Saint-Germain: desde as especulações a respeito da chegada do jogador, o PSG teve um aumento de 10% de seguidores em três redes sociais (Twitter, Instagram e Youtube). No começo de julho, o clube parisiense tinha 8,2 milhões de seguidores no Instagram e 4,6 milhões no Twitter. No começo de agosto, o clube já havia alcançado 5 milhões no Twitter e 9 milhões no Instagram.

Para municiar essa máquina, alguns dos avanços nos quesitos:

Vestuário – O polietileno, o plástico mais comum, parece não ter limites quanto à fabricação. O pano Dyneema de cadeia molecular longa é 15 vezes mais resistente à abrasão do que o aço carbono; seus calções e calças para já salvaram as coxas de vários pilotos do Tour de France. Tecidos com sensores comprimidos, como de Athos, podem medir não apenas como seus membros se movem, mas como cada grupo muscular está envolvido, fornecendo feedback imediato sobre seu desempenho. Os tecidos também estão sendo feitos de partículas ativas, que absorvem a energia infravermelha do corpo, aquece e atrae o suor através da força eletrostática, acelerando a evaporação.

Alimentação – Trinta anos após o seu lançamento, as PowerBars anotaram uma receita de US$ 9 bilhões em 2017. As barras do futuro serão projetadas para mais do que alimentação, desencadeando caminhos metabólicos específicos – inspirados pelas dietas ketogénicas de atletas que queimam gordura, em vez de glicose, por energia. Barras e bebidas de próxima geração também serão personalizadas, com base em testes genômicos e testes de reatividade alimentar.

Equipamentos – Para começar, é indispensável falar sobre impressão 3D. Espere palmilhas personalizadas para serem impressas na loja. Molduras de óculos de sol e capacetes de bicicleta serão perfeitamente moldados para se adequarem à forma da sua cabeça. Uma vez que podemos imprimir titânio, cada pedaço de engrenagem pode ser personalizado para ajuste e desempenho. Isso efetivamente demoliu a noção de um ciclo de vida do produto e tudo isso implica: estoque, envio, fadiga de design. Válida menção para a tecnologia Beacon, que permite que as famílias saibam onde os atletas mais aventureiros estão sempre.

Saúde – Atualmente, existem mais de 11 mil academias de CrossFit apenas nos EUA. Tanto o incentivo como a concorrência são reforçados pela tecnologia, resultando em maior motivação, exercícios mais difíceis e consistência regular. Apenas cinco anos atrás, o mercado de clubes de saúde da América Latina era metade do tamanho do mercado norte-americano; agora é 30% maior. O mercado da Ásia-Pacífico está caminhando para o mesmo salto. É um mercado de US$ 80 bilhões.

Audiência – Se você curte baseball, você pega seus destaques no MLB Tonight. Se você gosta de correr, há o Run Junkie, produzido pela FloSports. CrossFit está na ESPN. O canal holandês INSIGHT apresenta alt-sports shows como Running the World. As duas ligas Ultimate fundiram e produziram o seu primeiro superstar. O Canal Off tem uma programação repleta de alt-sports. Todos têm a chance de ganharem audiência hoje. Você pode não saber quem é o fenômeno Ashima Shiraishi, mas milhões de seguidores de escalada sabem. Equipado com câmeras de qualidade, o atleta Alt com mais seguidores do Instagram pode não ser o melhor atleta, mas ele é o melhor em capturar o espírito e a estética do esporte.

Torneios – Esses novos eventos estão mudando a definição de “esportes locais” – e estão atraindo cada vez mais multidões e atenção da mídia. O US Open of Surfing atrai 600 mil para Huntington Beach; os CrossFit Games empacotaram 50 mil no Centro StubHub para o final, usando os estádios de futebol e tênis, bem como o velódromo. Esta evolução sinaliza uma enorme oportunidade para os proprietários e patrocinadores do local alcançar novos públicos.

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