O Futuro dos Esportes: a relação entre estrelas da NBA, o Vale e as startups

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Por Lucas Bicudo

30 de agosto de 2017 às 15:52 - Atualizado há 3 anos

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Você conhece o movimento que está levando estrelas da NBA a investirem em startups? Esse é o tema abordado pela reportagem “The New Off-Court Play for NBA Stars Is Startup Equity”, do Bloomberg. A nossa série “O Futuro dos Esportes” começou com a performance dos “Atletas Alternativos” e depois foi a vez dos “Megaestádios”.

Cerca de três anos atrás, Andre Iguodala visitou os escritórios da empresa de capital de risco Andreessen Horowitz, em Menlo Park, Califórnia. Ao longo de quatro horas em uma sala de conferência, o jogador do Golden State Warriors entrou em contato com pitches de startups, que compunham o portfólio da Andreessen. Uma delas compartilhou seu plano de prover apliques de cabelo diretamente para os salões de beleza. Outra explicou como uma plataforma móvel poderia ajudar o mercado de roupas de segunda mão escalar. Ainda uma terceira mostrou como um modelo de negócios on-demand poderia transformar o negócio de reparação de tela de smartphones.

Em julho daquele mesmo ano, Iguodala foi a Park City, Utah, para a NextGen Software CEO Summit, organizada pelo Morgan Stanley. Lá teve contato com cerca de 100 fundadores, venture capitalists e pessoas de tecnologia, onde falou sobre liderança e investimentos em startups. “10 ou 15 anos atrás, aonde os atletas investiam? Automóveis, franquias e imóveis. Esse era o escopo”, diz.

Desde que se juntou aos Warriors em 2013, Iguodala rapidamente se tornou parte da vanguarda dos jogadores da NBA e outros atletas que fazem incursões financeiras no Vale do Silício.

Ele e seu parceiro de negócios, Rudy Cline-Thomas, possuem participações que variam de US$ 25 mil a US$ 150 mil em cerca de 25 startups, incluindo a marca de saúde e beleza Walker & Co; a varejista Casper; o aplicativo de finanças pessoais NerdWallet; a editora digital Derek Jeter – o Tribune dos Jogadores; e a já mencionada fornecedora de apliques de cabelo Mayvenn.

Os Warriors – que venceram dois dos últimos três campeonatos da NBA – são os queridos do Vale do Silício. Joe Lacob, parceiro da empresa de venture capital Kleiner Perkins Caufield & Byers, e Peter Guber, presidente do Mandalay Entertainment Group, compraram a equipe em 2010 com um grupo de pesos pesados ​​de tecnologia, incluindo o co-fundador do YouTube, Chad Hurley, o ex-executivo do Facebook Chamath Palihapitiya, e o fundador da Zappos.com Nick Swinmurn.

Eles veem a equipe como uma extensão de seus negócios. Para os jogadores, a franquia oferece acesso sem paralelo à elite do Vale. Esta proximidade é parte do que atraiu Iguodala para os Warriors e porque ele decidiu ficar por mais uma temporada, recusando Houston Rockets, San Antonio Spurs, Sacramento Kings, Los Angeles Lakers e Philadelphia 76ers.

Cline-Thomas está sempre ao lado de Iguodala. Eles investem juntos através de uma empresa chamada F9 Strategies LLC, dividindo o patrimônio de acordo com a contribuição de cada um. Cline-Thomas é o grande responsável pela expansão de Iguodala no Vale do Silício, procurando por pistas, fazendo apresentações e organizando reuniões. Ele não é o agente de Iguodala, mas tem uma mão em cada movimento que o jogador faz. “Eu executei o processo, toda a estratégia”, diz Cline-Thomas. “Não há nada que não façamos juntos”.

A ambição de ambos agora é expandir o que construíram em um relacionamento entre Vale e atletas profissionais. “Eu vou dar aos jogadores o poder de criar parcerias e ter acesso às empresas da próxima geração. Este é o próximo passo para os atletas. Não é só pegar um cheque e colocar seu rosto”.

Conseguir participação em startups está virando um movimento sério na NBA, assim como usar relógios de grife, ser marcado em uma letra de hip-hop e aparecer na capa da GQ. “Quando entrei na liga pela primeira vez, precisava ter um determinado carro e certas roupas, sapatos, para que todos soubessem que eu era um jogador de basquete. Hoje já mudou. Kevin Durant, por exemplo, que se juntou ao Warriors em 2016, possui um portfólio de startups que inclui o serviço de entrega Postmates e a plataforma de microinvestimentos Acorns”, comenta Iguodala.

O que separa Iguodala e Cline-Thomas do resto dos jogadores é o tempo que passaram fazendo seu dever de casa. “As pessoas não percebem por quanto tempo esses caras, Rudy e Andre, estão pensando em tecnologia, trabalhando em tecnologia, construindo conexões”, diz Paul Kwan, Head of West Coast do Morgan Stanley.

“Ele é mais experiente do que muitos de nós. Se você precisa fazer perguntas sobre esse mundo, ele é a pessoa certa”, faz coro Stephen Curry, duas vezes MVP, uma das maiores estrelas da atualidade e parceiro de Iguodala nos Warriors.

Curry é outro que está envolvido na incursão ao Vale do Silício. Agora em agosto, ele e seus companheiros de equipe organizaram o Players Technology Summit. Durante um dia de painéis, os jogadores tiveram contato com uma sala repleta de investidores, fundadores, executivos, membros da mídia e atletas aposentados.

Eles ouviram sobre como a lenda do futebol americano, Joe Montana, e a lenda do tênis, Andre Agassi, conduziam suas vidas após o esporte; como os gerentes de fundos, Kirsten Green, da Forerunner Ventures, e Phin Barnes, da First Round Capital, discutiam estratégias de investimento em estágio inicial; e como Omar Johnson, ex-diretor de marketing da Beats by Dre, e Rohan Oza, o marketeiro que assinou o negócio entre 50 Cent e Vitaminwater, explicavam sobre participações e equity.

Curry comentou sobre a ocasião. “Eu quero ter uma mão controlando tudo o que eu faço e não receber tudo jogado”. No momento, ele possui uma pequena participação no Pinterest. Sua maior jogada no Vale tem sido a co-fundação de uma empresa de marketing chamada Slyce. Fundada em 2015, a empresa fabrica software para ajudar as marcas a gerenciar e medir a produção de mídia social de seus cleintes. A Under Armour, que tem um contrato com o Curry, é uma cliente.

A Slyce já levantou US$ 2 milhões e contratou sete funcionários. As ambições são típicas de uma startup: escalar rapidamente e talvez ser adquirida. Curry participa em todos os aspectos do gerenciamento da empresa. “Ele está aprendendo como é o ponto de vista de vendas, como é o de desenvolvimento de produtos, captação de recursos”, diz Barr.

A primeira coisa que um atleta que chega no Vale do Silício precisa saber é que startups são uma ótima maneira de perder dinheiro. “Mesmo nos fundos de risco de melhor desempenho, mais de metade das empresas não retornam capital”, comenta Jeff Jordan, sócio geralda Andreessen. Iguodala já passou por isso. “Duas semanas atrás, recebi um e-mail: ‘Caros investidores, desculpe informa-los que estamos fechando. As expectativas a longo prazo são familiares a de um atleta profissional’. É a mesma jornada que passamos para nos tornarmos jogadores de basquete. Quantos existem na NCAA? No ensino médio? E ficamos nesse caminho. É tudo ou nada”.

Atletas e seus agentes muitas vezes se aproximam de empresas de tecnologia esperando fazer acordos à nivel Nike, Coca-Cola ou State Farm. Muitos são ludibriados pela lenda de LeBron James, que disse ter feito US$ 30 milhões com sua participação na Beats by Dre, quando a Apple comprou a marca de fones de ouvido por US$ 3 bilhões em 2014.

A questão é: no Vale, celebridades possuem acesso. E porque as recompensas mais ricas são geralmente reservadas para os primeiros investidores, o acesso é fundamental. Os venture capitalists aguardam anos ou décadas para ver os retornos e, portanto, precisam de volume: os sucessos raros pagam por erros frequentes. Iguodala pode obter “fluxo de negócios” porque Andreessen garante ele e porque ele é um Golden State Warrior.

Cline-Thomas começou a oferecer seus serviços às empresas de tecnologia que procuram trabalhar com atletas e ligas através de uma empresa chamada Mastry. Ele diz que também pode seguir o caminho do ex-jogador da NFL, Ryan Nece, que é fundador da Next Play Capital – a empresa arrecada dinheiro de atletas e outras pessoas ricas e investe com fundos de risco superiores, criando um fundo de fundos. Cline-Thomas e Iguodala também estão se expandindo para a mídia. Em julho, sua empresa de produção, o Freetown Project, fez um acordo com a rede financeira online da Cheddar, para criar um programa de entrevistas estrelado por Iguodala chamado Evenings With Andre, no qual conversará com fundadores de startups, VCs e atletas.

Missão The Future of Sports!

Em 2010, um grupo de venture capitalists do Vale do Silício adquiriu o time de basquete Golden State Warriors. Em seguida, implementaram um sistema de gestão comumente aplicado em startups. Resultado: em menos de uma década montaram um dos times mais poderosos da história.

Já o San Francisco Deltas é o primeiro time de futebol do mundo criado como uma startup. Focado em inovação, tem como investidores pessoas que ajudaram a começar empresas globais como Apple, Facebook, Google, Paypal, Yahoo, Twitter e outros gigantes do Vale do Silício.

O filme estrelado Brad Pitt, “Moneyball, o Homem que Mudou o Jogo”, é baseado em fatos reais que ocorreram também no Vale do Silício, no time de baseball Oakland A’s, quando a equipe usou a tecnologia e as análises de big data para revolucionar as contratações e montagem de equipes no baseball.

Por que não mais um case? o departamento atlético de Stanford. Antes das olímpiadas do Rio, atletas da universidade já haviam ganho 243 medalhas olímpicas! No Rio, foram mais 18 medalhas (9 de ouro), mais do que muitos países.

Estamos falando de um papo sério: a metodologia do Vale do Silício chegou aos esportes. E não está para brincadeira. Acreditamos que há muito o que aprender com a cultura organizacional de equipes de alto nível. Para isso, montamos a Missão The Future of Sports. Em uma viagem de uma semana, o programa levará você para descobrir quais são as tecnologias, instituições – de equipes profissionais a startups e marcas estabelecidas – e pessoas que estão revolucionando esportes.

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