O Futuro dos Esportes: como serão os megaestádios do amanhã

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Por Lucas Bicudo

23 de agosto de 2017 às 17:29 - Atualizado há 3 anos

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Como serão os estádios do futuro? Esse é mais um tema abordado no relatório The Future of Sports, de Po Bronson, renomado escritor americano, e mais um timaço de futuristas. A nossa série começou com a performance dos “Atletas Alternativos”, não deixe de conferir!

Os chamados megaestádios poderão comportar até 250 mil espectadores! Eles redefinirão a experiência do dia do jogo. A área de estar ao redor do campo não crescerá necessariamente, mas o espaço da arena se estenderá para fora para incluir uma maior variedade de maneiras pelas quais os fãs podem experimentar o dia do jogo.

Ballpark Village St. Louis é um passo inicial nesta evolução. Os ingressos não serão mais vendidos apenas para assentos com vista para o campo. Os passeios de parque de diversões vão entreter as crianças. Pense na experiência como Phoenix Open (189 mil fãs por dia), parte do festival de música Coachella (75 mil), parte Kentucky Derby (165 mil) e parte da Disneyland.

Levi’s Stadium é a casa dos 49ers, de San Francisco, e foi orçado em US$ 1,3 bilhões. Hoje é um dos principais locais de esportes e entretenimento do mundo.  O Levi é conhecido por ser o estádio de mais alta tecnologia do mundo e foi oficialmente reconhecido como Sports Facility of the Year, pelo Sports Business Journal, e Venue of Year, pelo The Stadium Business Awards. Projetado pela HNTB, inclui 68.500 assentos, 174 suítes de luxo e duas entradas principais, que totalizam aproximadamente 18 mil metros quadrados de espaço.

O Golden State Warriors logo terá sua nova casa também. O Chase Center deve ter tecnologia de ponta, interatividade com torcedores, estatísticas em tempo real em dispositivos móveis e conexão de Internet com banda larga extremamente rápida. A praça de alimentação trará restaurantes mais diversificados, para agradar o paladar cada vez mais exigente dos consumidores de San Francisco, além de mais espaço para estacionamento, acesso mais simples e um centro de treinamento para a franquia – que será erguido no mesmo terreno.

O Sacramento Kings construiu uma arena de US$ 600 milhões, 100% funcional com energia solar – de placas em sua estrutura e uma fazenda local. São 200 GB por segundo de Internet e telão de 4k.

A tecnologia Smart Ticketing usará os gráficos sociais dos fãs para aumentar a atração de eventos ao vivo no estádio, conectando amigos antes e durante os jogos. Carros autônomos eliminarão o inconveniente primário desses tipos de evento: o estacionamento. O transporte Hyperloop aumentará radicalmente o raio dentro do qual uma viagem ao jogo é viável. O entretenimento interativo e imersivo criará micro-estádios high-end, construídos para atender a intimidade, compensando aqueles com menor apetite pelo atendimento ao vivo.

O futuro já está inundando estádios, graças aos smartphones. Os Celtics e outras franquias começaram a experimentar as oportunidades de upgrade de assentos através de um aplicativo e programas de áudio e vídeo para clientes. No TD Garden, do Delaware North, um app permite que os membros do LinkedIn Lounge saibam quais dos seus contatos profissionais estão no jogo. Os New England Patriots prometeram que os participantes terão acesso às câmeras não disponíveis na TV. “Você será capaz de assistir um feed de uma câmera que é atualizada apenas em Tom Brady”. Os Patriots também sugeriram que os fãs podem ouvir a comunicação de rádio entre o técnico e o quarterback. Em 2014, um estádio de cricket na Austrália lançou o LTE Advanced, uma tecnologia que transmite comentários com vídeo em tempo real.

A segurança do estádio evoluirá com tecnologia avançada. Vídeos gerados por smartphones já estão sendo rotineiramente usados para identificar e processar o comportamento ilegal de torcedores nos jogos. Uma empresa chamada Crowdoptics patenteou um sistema que sabe para onde as pessoas estão apontando seus aparelhos, permitindo que as autoridades de segurança triangulem a localização dos incidentes e obtenham acesso imediato ao vídeo para avaliar o distúrbio.

O que esperar para os próximos…

1-5 anos: a tecnologia destaque é, sem dúvidas, o smartphone e o crescente número de dispositivos conectados. A questão da adoção está resolvida: agora há mais dispositivos móveis do que pessoas no planeta. No entanto, estamos apenas começando a entender como eles serão usados. Os torcedores já esperam a capacidade de tweetar, fazer upload de imagens, visualizar vídeos e acessar suas redes sociais. Os estádios estão trabalhando duro para acompanhar a demanda por fluxo de dados.

5-10 anos: telões construídos na arquitetura do estádio, replays holográficos e tecnologia 3D que não necessita de óculos.

10-25 anos: os estádios construídos no futuro serão mais modulares, menos dispendiosos de construir e mais multiuso. Os avanços previstos na fibra de carbono ultra-leve e outros materiais revolucionarão. Todas as áreas externas certamente mudarão com a adoção de veículos autônomos e auto-estacionamento. Depois de te deixar na porta, a distância que o carro irá percorrer sem que você esteja nele para estacionar provavelmente irá liberar de 20% a 30% da área para outros fins. As festas pré-jogo irão do estacionamento até o local. Todo o complexo esportivo – não apenas os assentos no jogo – se tornará uma atração. Muitos outros fãs entrarão no complexo e, embora nem todos tenham assento, todos terão uma experiência de primeira linha.

Missão The Future of Sports!

Em 2010, um grupo de venture capitalists do Vale do Silício adquiriu o time de basquete Golden State Warriors. Em seguida, implementaram um sistema de gestão comumente aplicado em startups. Resultado: em menos de uma década montaram um dos times mais poderosos da história.

Já o San Francisco Deltas é o primeiro time de futebol do mundo criado como uma startup. Focado em inovação, tem como investidores pessoas que ajudaram a começar empresas globais como Apple, Facebook, Google, Paypal, Yahoo, Twitter e outros gigantes do Vale do Silício.

O filme estrelado Brad Pitt, “Moneyball, o Homem que Mudou o Jogo”, é baseado em fatos reais que ocorreram também no Vale do Silício, no time de baseball Oakland A’s, quando a equipe usou a tecnologia e as análises de big data para revolucionar as contratações e montagem de equipes no baseball.

Por que não mais um case? o departamento atlético de Stanford. Antes das olímpiadas do Rio, atletas da universidade já haviam ganho 243 medalhas olímpicas! No Rio, foram mais 18 medalhas (9 de ouro), mais do que muitos países.

Estamos falando de um papo sério: a metodologia do Vale do Silício chegou aos esportes. E não está para brincadeira. Acreditamos que há muito o que aprender com a cultura organizacional de equipes de alto nível. Para isso, montamos a Missão The Future of Sports. Em uma viagem de uma semana, o programa levará você para descobrir quais são as tecnologias, instituições – de equipes profissionais a startups e marcas estabelecidas – e pessoas que estão revolucionando esportes.

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