O fim do Brasil como Colônia Empresarial

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Por Luiz Gonzaga

3 de agosto de 2017 às 11:52 - Atualizado há 3 anos

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O sistema que fez do Brasil uma colônia empresarial de outros países ao redor do mundo por muitos anos está com os dias contados. Isso é fruto da forma como muitas multinacionais não estão sabendo reagir à nova economia.

Para entender melhor o porquê isso está acontecendo precisamos entender antes o relacionamento entre a Matriz e a Colônia de produção na hora do planejamento estratégico da empresa, um dos momentos mais importantes e onde se estabelecem os projetos futuros e investimentos necessários.

Enquanto a Matriz é responsável por analisar as tecnologias que irão impactar o negócio nos próximos 5 a 10 anos e avaliar a urgência de implementação destas tecnologias no país da Matriz, na terra dos tupiniquins a vontade te enxergar o futuro é cortada na raiz, o foco no Brasil são os números a serem reportados.

Para isso os líderes da empresa no Brasil se juntam para avaliar a situação econômica do país, depois analisar as oportunidades de ganho nos diversos segmentos da economia e por fim montar um “planejamento estratégico” para os próximos 5 anos e pedir a benção da Matriz, que sempre vai espremer mais um pouquinho os números antes de priorizar os investimentos a serem feitos. Se alguma divisão pretende incluir alguma nova tecnologia deverá aguardar a Matriz tomar a atitude primeiro.

Conforme dito anteriormente, a empresa no Brasil então passa a ser somente responsável por entregar resultados, desconhecendo qualquer estratégia de introdução de novas tecnologias por parte da Matriz. É a partir desta situação desconfortável que o jogo vira.

O nosso país está repleto de mentes brilhantes e empreendedoras que estão sendo limitadas por empresas multinacionais cotidianamente. Essas pessoas estão inteiradas no que está acontecendo no mundo, gostam de tecnologia e são desmotivadas sempre que sugerem o novo. A resposta sobre inovação por parte da Matriz vem de forma polida, mas com o mesmo significado, inovação é nos headquarters.

A crise econômica agrava ainda mais a agonia dos nossos executivos brasileiros. Reestruturações, acúmulo de cargos, utilização do mesmo fornecedor para toda uma região (mesmo que esse não seja o melhor para a empresa colônia), são alguns exemplos do que está acontecendo com o agravamento da crise econômica.

O que faz então o executivo na colônia, que conhece o mercado, sabe onde estão as oportunidades de negócios e tem anos de experiência e relacionamento no setor? Provavelmente o leitor já pensou a resposta, estas pessoas saem da empresa e criam suas startups para atender a demanda do mercado, criam soluções disruptivas e giram a economia.

Provavelmente ao passo que o setor de RH lamenta a perda de cada talento aqui na colônia, a Matriz provavelmente ainda não pensou nisso, está preocupada com números e com produtividade se esquecendo de seu principal ativo que são as pessoas e suas ideias.

Enquanto os líderes das empresas multinacionais deixarem o pensamento disruptivo para a Matriz, mais e mais talentos no Brasil passarão a jogar contra ela através da criação de próprios negócios, isso não somente irá fazer bem para estes funcionários, como, economicamente falando, irá tornar serviços mais viáveis e irá ajudar o país a sair da crise.

Culturalmente é muito difícil uma empresa mudar sua relação com o Brasil, mas estamos vendo que muitas delas estão abrindo os olhos. Um bom exemplo é a Visa que apesar de ter um escritório aqui no Vale do Silício, EUA, a filial no Brasil faz diversos trabalhos de aproximação com startups e trazem estas empresas para o Vale para uma aceleração na GSV Labs.

O StartSe através do produto Spot também auxilia empresas brasileiras a se conectarem com o Vale do Silício. Através de um alinhamento estratégico com o planejamento da empresa, o outpost de inovação no Vale do Silício ativa seus sensores (Startups, Tendências, Pessoas, Tecnologias, Venture Capitals, Universidades, etc…) e faz a imersão das empresas brasileiras no que há de mais tecnológico no maior polo de inovação do mundo.

Muitas empresas gigantes estão rompendo paradigmas nesta nova economia! Se você é uma grande empresa precisa estar antenada nas novas tecnologias, para evitar que um novo Uber acabe com seus negócios.

 

Se você é uma grande ou média empresa e quiser saber mais sobre o Spot, fique à vontade para me contatar por e-mail luiz@startse.com ou Linkedin https://www.linkedin.com/in/luizgneto/ .

Caso queira conhecer mais sobre o Vale do Silício e sua dinamica de mercado entre em contato com o StartSe no Brasil e entenda as melhores formas de se conectar.