Nokia deve receber quase R$ 15 para cada celular com tecnologia 5G vendido

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

5 de setembro de 2018 às 11:05 - Atualizado há 2 anos

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No futuro, a conexão 4G poderá ser substituída por uma ainda melhor e mais rápida – a 5G. Para preservar as ideias e estudos sobre a tecnologia e receber um dinheiro por elas, a Nokia já definiu os valores de suas patentes. A cada smartphone vendido com a tecnologia, a companhia deve receber €3, cerca de U$ 3,48 – o equivalente a R$ 14,48 hoje. 

No final do ano passado, os membros do 3GPP (Projeto de Parceria de 3ª Geração, em tradução livre da sigla) definiram durante um encontro em Lisboa os padrões de especificações técnicas para equipamentos e redes do 5G. Assim, as fábricas e fornecedores já sabem o que podem produzir e quais equipamentos suportam essa rede.  

Em troca de seu envolvimento na criação do padrão, cada empresa pode licenciar sua parcela de contribuição para os fabricantes de dispositivos. Ou seja, companhias como a Apple e Google pagam um valor por dispositivo para usar as patentes envolvidas na tecnologia.

Além da Nokia outras empresas já estabeleceram seus preços. A Ericsson definiu um valor móvel de US$ 2,50 a US$ 5 por dispositivo, que varia de acordo com o preço do aparelho. Enquanto isso, a Qualcomm planeja licenciar suas patentes 5G por 2,275 % para aparelhos monomodais e 3,25% para os multimodais. O valor mais alto será em torno de US$ 13 por unidade.

As tarifas da Nokia, Ericsson e Qualcomm colocam as taxas totais em mais de US$ 21 por dispositivo, mas ainda há outras empresas trabalhando na tecnologia. A Huawei, por exemplo, não divulgou seus valores, embora tenha dito que manterá os preços no licenciamento identificado como FRAND (Licenciamento Razoável e Não Discriminatório, na sigla em inglês).

Guerra das patentes

Para a tecnologia 4G, atualmente em utilização, o valor cobrado foi estimado em US$ 9,60 sobre o valor de cada celular que inclui o padrão de conectividade. Em todos os casos, as fabricantes podem negociar descontos por volume de aparelhos, com taxas mais baixas do que as divulgadas publicamente.

No ano passado, porém, uma disputa entre a Qualcomm e a Apple chamou atenção quando a gigante da maçã processou a Qualcomm em US$ 1 bilhão por “abusar de sua influência” na indústria, cobrando valores abusivos por royaltie de chips com tecnologias 3G e 4G. Diante disso, mantendo uma das taxas mais baixas do mercado, além de ganhar um bom dinheiro com as vendas de produtos, a Nokia certamente evitará confusões como essa.