Next5: a Modernidade Líquida e como os seguros terão que se adaptar

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Por Lucas Bicudo

30 de agosto de 2017 às 13:48 - Atualizado há 3 anos

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Comecemos com números: até junho de 2017 o mercado de seguros arrecadou R$ 117,9 bilhões (com crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior), conferindo 3,7% de representação no PIB nacional. Mesmo com uma participação expressiva na economia, apenas uma pequena parcela dos brasileiros possui algum tipo de seguro, evidenciando uma belíssima oportunidade a ser capitalizada. A questão é: o formato tradicional de oferta e comercialização não será capaz de atender às necessidades dessa nova geração de consumidores, cada vez mais exigentes e talhados na tecnologia.

Para isso, a Liberty Seguros está lançando sua própria iniciativa de conexão com startups! O Programa Liberty Open CoLab busca por empresas que tenham soluções relacionadas a 4 componentes que, uma vez integrados, farão parte de um produto a ser testado durante a empreitada.

São eles: solução sob demanda, pela qual o usuário é capaz de ativar ou desativa-la quando achar necessário; solução de meio de pagamento pré-pago (utilização de créditos); benefícios (cashback); e solução P2P (peer to peer), através de recomendações.

As selecionadas serão aquelas com aderência aos componentes e que estejam no estágio de MVP desenvolvido e validado ou mesmo que já tenham seu produto ou serviço disponíveis no mercado. Não importa o tipo de tecnologia nem onde a startup está localizada.

Como funciona

A primeira fase é a do screening, que está com inscrições abertas até 24 de setembro. Logo em seguida, acontecerá a avaliação das inscritas para o Pitch Day, que vai rolar no dia 10 de outubro. A etapa seguinte é a de conexão: aprofundamento dos requisitos dos componentes e do entendimento das soluções para avaliação da pertinência de estruturação e realização de um Piloto/Prova de Conceito (POC). Acontece nas duas primeiras semanas de novembro. Por fim, até dezembro, terá o balanço entre os resultados esperados e os resultados alcançados e deliberação sobre a continuidade e formato da relação entre a startup e a Liberty Seguros.

Por que participar?

Oportunidade de gerar receita ao ser contratado como fornecedor ou parceiro da Liberty Seguros, sem nenhuma cessão de participação; oportunidade de testar sua solução em situações reais numa empresa inovadora, com participação significativa no mercado; oportunidade de contato com diretores, gerentes e especialistas da Liberty e receber feedback sobre a aderência de sua solução.

Para se inscrever, basta clicar aqui.

Papo de futuro

Para se preparar para as mudanças que estão por vir, a Liberty Seguros lançou o Next5, um estudo que revela as tendências que devem transformar o mundo dos seguros nos próximos cinco anos. Dividido em quatro grandes temas – “Sociedade fluida”, “Tecnologia a serviço das pessoas”, “Ter ou experimentar” e “Sustentabilidade humana”, o relatório aborda assuntos como flexibilização, big data, cultura de personalização e plataformas. Começaremos hoje falando sobre a Sociedade Fluida.

Você já ouviu falar sobre Modernidade Líquida? Esse é um termo usado pelo sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman. Trata-se de uma sociedade focada no agora, no indivíduo, guiada pelo mercado com objetivos econômicos capitalistas. É possível ver as consequências dessa corrente de comportamento hoje: tanto na resistência em voltarmos a uma estrutura mais sólida quanto na busca por tornar os resultados dessa fase em algo mais sustentável. Quais são as forças que impulsionam hoje a nova Sociedade Fluida?

A primeira dela são os novos empreendedores. Crise econômica, busca por relações de trabalho flexíveis e o desejo de atuar com propósito. Esses são apenas alguns dos ingredientes que tem mudado o comportamento e cotidiano das pessoas. A quantidade de profissionais liberais e empreendedores vêm crescendo nos últimos anos. Em paralelo, jovens ficam cada vez mais desencorajados com as jornadas de educação e carreira tradicionais.

Por que essa tendência é importante para o setor? Para empreendedores, o conceito de seguro pode ser associado a algo antiquado, caro e complicado de se entender. As seguradoras que pretendem atender este público terão que adaptar suas ofertas. Coberturas, vigências e preços deverão se tornar moldáveis para as necessidades de cada um. Caso contrário, esses caras dificilmente contratarão um seguro tradicional – e recorrerão à startups, à Nova Economia.

Uma legião de consumidores e colaboradores com expectativas completamente diferentes tornou o solo fértil para a proliferação das startups. Internamente já nascem mais flexíveis: os códigos de comportamento são mais próximos da vida pessoal. Nesse cenário, marcas notórias não estão seguras de perder talentos e clientes, mas se encontram em posição privilegiada para encontrar caminhos de sucesso. Empresas de grande porte podem usar sua capacidade de investimento e estrutura para se conectar a seus consumidores e atender a novos pedidos com excelência.

Com tantas mudanças de comportamento, seria impossível deixar as regulamentações fora da onda de flexibilização. Cada vez mais, empresas se unem aos parceiros, concorrentes, ou até mesmo à comunidade local para mudar legislações. As lutas são validadas, principalmente, quando alinhadas a desejos do coletivo, seja no desenvolvimento de serviços mais seguros e confortáveis ou nas ações que têm impacto positivo social ou ambiental.

Precisamos de novas lentes para compreender essa nova sociedade. Os antigos critérios de idade, sexo, localização, renda, e estado civil não são mais ferramentas adequadas para mapear padrões de consumo. Se no universo de seguros existia uma clara distinção demográfica entre seus clientes e os que não aderem ao serviço, essas regras podem começar a ser subvertidas antes do que imaginamos. Quando criamos um produto para um nicho, ele é um nicho real, definido por comportamentos e necessidades, ou é definido por velhos paradigmas e preconceitos que estão sendo contestados?

No mundo dos pós-demográficos, olhar as mulheres como o sexo frágil que precisa ser empoderado pode ser eficaz para um segmento, mas pode estar ignorando completamente um novo que só cresce. Marcas como a C&A já estão criando coleções e campanhas sem gênero – e sofrem grande repercussão quando erram nos seus posicionamentos. Essa ótica vale para o assunto de minorias em geral. Como as empresas podem ofertar produtos por nicho sem propagar estereótipos?

Produtos e serviços tem que atender a todas as pessoas, independente de gênero. Mitos e preconceitos sociais são antiquados e não trazem mais nenhum valor de mercado. As mulheres não querem um “seguro feito especialmente para mulheres”, elas querem que os seguros existentes também estejam adequados a elas. A não-segregação, ou seja, a inclusão de todos os gêneros sem quaisquer hierarquias no escopo dos projetos resulta em entregas mais satisfatórias e consistentes, que fogem de meras ações de marketing.

Mas, para isso, é necessário entender o comportamento deste público com nossos serviços, quais são as interfaces, como elas são percebidas, e a partir daí, identificar gaps e oportunidades. É preciso se aproximar deste público para melhor entende-lo, fugir de concepções de escritório e sair a campo para obter insights sólidos e eficazes.

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