Mercado de fintechs está mais quente do que nunca e quem anda de olho é a Visa

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Por Lucas Bicudo

14 de março de 2018 às 18:33 - Atualizado há 3 anos

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A Visa acabou de lançar a segunda edição de seu programa de aceleração de startups no Brasil. Para esse ano, a empresa terá capacidade de acelerar até 30 dos mais inovadores projetos de fintechs do país. Vocês sabem o por quê isso é importante e qual a magnitude de uma empresa como a Visa olhar para ecossistema?

Primeiro, olha só o quão o mercado está quente. Separamos duas notícias que movimentaram o mundo das fintechs nos últimos tempos:

O GuiaBolso é um aplicativo que ajuda mais de 4 milhões de usuários a controlarem suas finanças de maneira simples e descomplicada. Hoje, o aplicativo traz também opções de empréstimos com baixas taxas de juros. Agora, a fintech está realizando uma parceria com a Órama, plataforma de investimentos, para oferecer investimentos aos usuários.

A necessidade de criar um produto para finanças surgiu quando o GuiaBolso identificou que seus usuários investem R$ 40 bilhões em bancos – R$ 5 bilhões em poupança, mais de R$ 8 bilhões em certificado de deposito bancário e R$ 10 bilhões em previdência, opções de investimentos de menor risco e rendimento. Por isso, a startup está estudando as dúvidas e motivações de seus usuários nos produtos de investimentos, para ajudá-los e oferecer a opção mais adequada a cada perfil. Hoje é considerada uma das fintechs mais quentes do mundo, tem mais de 4 milhões de usuários ativos e já levantou um total de R$ 215 milhões.

A FoxBit, uma das aceleradas pela Visa em 2017, cresceu – no período de janeiro e novembro do ano em questão – 1000% (faturamento, número de funcionários e volume de negociações), segundo Guto Schiavon, fundador e COO da corretora de bitcoins. A fintech aumentou sua oferta de produtos com a Foxbit Educação, para quem quer aprender e entrar nesse mercado, e a FOXFast, para compra rápida de criptomoedas. Hoje a startup possui 50% do volume negociado no Brasil.

Trouxemos esses dois cases para levantar a questão: como a maior empresa de pagamentos do mundo se junta ao movimento – que já trabalha com números expressivos – e adota a agilidade das startups para fortalecer sua cultura de inovação?

“Nossa aproximação com o ecossistema tem como único objetivo colaborar. Já passou o tempo das ameaças, bilateral, ou é um ou é outro. O mundo e, sobretudo a Visa, entendeu que a grande ideia por detrás da Nova Economia é colaborar. Temos muito o que aprender ainda: como uma fintech consegue rapidamente identificar um problema, gerar uma solução e escalar de forma exponencial? Por outro lado, como uma startup se conecta com uma empresa estabelecida como a Visa, com toda sua rede de contatos, know-how e experiência, para se plugar em um espaço que, continuamente, estamos construindo ao longo dos últimos 60 anos?”, comenta, por exemplo, Erico Fileno, Head de Inovação da Visa.

Inicialmente, a forma pela qual a Visa decidiu se conectar com essa cultura de startups foi através do programa global Visa Everywhere Initiative. Entendeu então existirem contextos específicos ao redor do mundo, como aqui no Brasil, e lançou iniciativas que fossem mais assertivas localmente. O ecossistema de startups do Vale do Silício é diferente do de Israel e os dois são mais diferentes ainda do brasileiro.

Diante disso, surgiu seu o programa de aceleração para startups brasileiras

No ano passado, foram 5 selecionadas para o programa de aceleração: Beetech, Dataholics, FoxBit, NextOne e Saffe. Elas tiveram acesso à consultoria de inovação em serviços digitais da Visa e puderam passar um período de imersão no Vale do Silício.

O projeto – mais uma vez realizado em parceria com a consultoria Kyvo, representante do centro de inovação norte-americano GSVlabs no Brasil – faz parte de uma iniciativa global da Visa para desenvolver tecnologia no setor financeiro.

O programa terá duas edições ao longo deste ano, sempre com foco em dois perfis de startups, o Growth e o Start. No Growth, o objetivo é acelerar as startups que já estão estabelecidas no mercado, enquanto no Start a busca é por startups ainda em estágio embrionário. No primeiro semestre, as inscrições para o Growth e o Start estão abertas até 21 de março e 11 de abril, respectivamente. E a partir de maio, as selecionadas passarão por um processo de imersão, bootcamp e elaboração de estratégias.  Serão três primeiros meses de aceleração, e mais três de incubação. As startups poderão viver uma rotina intensa de mentoria, num espaço de coworking em São Paulo coordenado pela Kyvo.

As startups receberão investimentos, através de serviços e consultorias, de R$ 78 mil para startups do Start, e R$ 206 mil para startups do Growth – este último conta com um mês de imersão no Vale do Silício. Importante lembrar que a Visa não pedirá por participação acionária às startups interessadas.

Ao final do programa, todas as participantes terão a oportunidade de apresentar seus resultados para um comitê formado pela Visa, Kyvo, GSVlabs e nomes importantes do mercado em São Paulo.

Para mais informações sobre cronograma e inscrições, clique aqui caso seu interesse seja no Start e clique aqui caso seu interesse seja pelo Growth.

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