Investir ou adquirir uma startup: entenda as diferenças entre os modelos

Rodrigo Menezes, da Derraik & Menezes Advogados, discute os dois tipos de participação em startups

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

12 de dezembro de 2017 às 17:15 - Atualizado há 2 anos

Está acontecendo hoje o evento Corporate Startup Innovation Conference da StartSe, um evento de conexão entre grandes empresas e startups. Para as empresas, as startups são uma oportunidade de inovar com agilidade, enquanto para as startups é uma forma de aprender com base em experiências de sucesso.

Rodrigo Menezes, da Derraik & Menezes Advogados, discutiu duas formas de se conectar com startups: investindo ou as adquirindo. Ele abordou quais as diferenças entre os dois tipos de relação entre as corporações e pequenas empresas.

Investimento

Para ele, as empresas que pretendem investir em startups devem ter a noção que seu papel é de mentoria, e não de interferência. Como grande corporação, as empresas pontuam as principais vertentes do ecossistema do ponto de vista de investidor enquanto as startups mostram às empresas inovações que estão perdendo.

Por isso, é recomendável que haja um alinhamento entre os negócios da startup e da grande corporação, pois assim os dois lados da moeda podem ser beneficiados.

O investimento é uma boa opção para as startups que ainda estão em early stage, pois recebem a mentoria e o capital necessário para desenvolverem seus negócios.

“Das empresas com mais dinheiro em caixa do mundo, todas possuem iniciativas de investimento em startups. Elas estão investindo, inovando e ganhando dinheiro dessa forma também”, comentou Menezes.

No fim, o investimento é uma relação entre os dois tipos de empresa, mas ainda é mais leve do que a aquisição, quando a startup é comprada. Entretanto, realizar um investimento não significa, necessariamente, que haverá uma aquisição depois. Apesar da participação nas startups, as empresas investidores devem ter ciência que a solução vendida pelas startups também será aproveitada pelos concorrentes – a diferença é que as empresas terão uma participação nesses lucros. Para saber mais sobre investimentos, participe da InvestClass.

Aquisição

Já a aquisição tem sido utilizada por grandes corporações para abraçar as novas tecnologias desenvolvidas, o que é chamado de “aquisição de cérebros”. Um cuidado que os compradores devem ter é dar liberdade ao desenvolvimento da startup, pois apesar da aquisição, as empresas continuam sendo diferentes. Outro ponto abordado por Menezes é que também é importante a permanência dos fundadores relevantes para a empresa.

Adquirir uma startup é ter a certeza que a solução trazida será exclusiva da corporação, e possibilita uma inovação mais rápida e escalável dentro da empresa investidora.

“A Apple adquiriu 66 empresas que direta ou indiretamente a ajudaram a chegar no Apple X (novo smartphone da companhia), para chegar ao reconhecimento facial”, afirmou o advogado.

Dessa forma, a aquisição, tal como realizada pela Apple, pode ser uma forma de cortar caminho e aproveitar das novas tecnologias já desenvolvidas pelas pequenas empresas.

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