Ícones clássicos do capitalismo vão morrer se não se mexerem

Da Redação

Por Da Redação

17 de Maio de 2017 às 15:33 - Atualizado há 4 anos

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Uma das memórias mais doces da minha infância era sair de casa com minha tia, pela manhã, ir até a Blockbuster, alugar um jogo de Nintendo 64 (ou um filme de Hollywood) e comer um lanche no McDonald’s tomando uma Coca-Cola. Entrávamos no seu carro (um Corsa, da Chevrolet) e voltávamos para casa.

Às vezes tirávamos uma foto na máquina de filmes Kodak e geralmente quando atrasávamos a minha mãe ligava no celular Nokia da minha tia para perguntar onde estávamos. Um celular na época era uma coisa muito menos importante que atualmente, mas já existia…

Desde pequeno, a minha vida era dominada por marcas estrangeiras, sobretudo americanas (as invasoras ali na historinha eram a japonesa Nintendo e a finlandesa Nokia). Com outras tantas marcas, como Walmart, Microsoft, Sega, Sony, Philips, elas faziam parte do dia-a-dia.

Quase todas as marcas que eu penso a respeito sobre minha infância são extremamente solidificadas na minha cabeça. Para mim, são ícones do capitalismo em que fui moldado. Walmart era a empresa com maior receita do mundo até recentemente. Coca-Cola é uma marca conhecida em todo o planeta e quem não conhece o Mario da Nintendo?

Mas mesmo essas gigantes estão ameaçadas se não fizerem nada. E algumas até morreram (Olá Blockbuster, Kodak e Nokia). Até mesmo os ícones do capitalismo morrem se não se mexem, se não acompanham as inovações tecnológicas e a cabeça dos consumidores. Outros podem perder a relevância rapidinho.

Mortas prematuramente

Só que são poucas que mudaram pouco nas últimas duas décadas. Todas elas tiveram que se adaptar para sobreviver. É natural. Empresas grandes geralmente possuem pessoas habilidosas no comando que conseguem perceber as mudanças. Outras negam e acabam morrendo.

Morte também acontece quando os acionistas acreditam que podem cortar “custos desnecessários” para aumentar a lucratividade e cortam os investimentos em P&D e programas de inovação. A Blockbuster é um caso assim: a empresa entendeu que estava ameaçada pela Netflix e resolveu montar um serviço de streaming. Acionistas não gostaram e mudaram o CEO para alguém que via que era o varejo que daria dinheiro para a Blockbuster. Ele enfraqueceu o serviço de streaming e levou a companhia para a morte.

Na minha própria infância nasceu uma companhia que ameaça outra desta lista de ícones: a Amazon, um pé no sapato do Walmart, nasceu em 1996 como uma livraria online. Matou grandes livrarias americanas (Barnes & Nobles) e agora foca o seu canhão para o Walmart sem dó.

E o Walmart faz o que? Tenta fortalecer seu e-commerce de todas as formas, integrar o mundo online com o offline e compra startups. Afinal, agora ficou claro que sem inovação a empresa deverá morrer. E empresas inteligentes entendem que precisam mudar ao longo das décadas.

Daqui 10 anos, o varejo vai estar completamente diferente. Naturalmente, a Walmart deverá fechar muitas lojas e passar a vender cada vez mais pela internet. Isso se o plano dela der certo. Há a chance de dar errado e a empresa ser engolida pela Amazon.

Ford e GM são outros exemplos de empresas icônicas do capitalismo que estão passando por mudanças. Ameaçadas pela Tesla (que produz uma fração dos carros, mas chega a valer ainda mais que elas), as companhias estão tentando entrar nas próximas tendências do mundo do automobilismo: carros elétricos e autônomos.

Um mercado que está relativamente estável nos últimos 100 anos, o mercado de automóveis agora passa por uma grande disrupção pela troca do motorista por um robô. E as companhias sabem que se não entrarem nessa, irão morrer.

E até as companhias menos “tecnológicas” da lista aqui precisam de inovação. O McDonald’s começou a disponibilizar terminais para as pessoas personalizarem seus lanches e aumentou as vendas, enquanto a Coca expandiu agressivamente a sua quantidade de produtos para sobreviver a mudança nos hábitos de consumo das pessoas.

Não adianta ser um ícone do capitalismo se o seu mercado não existe mais. A Kodak que o diga…

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