Hoje é preciso se conectar com startups para inovar, diz diretor da Visa

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Por Sílvio Crespo

27 de junho de 2017 às 18:31 - Atualizado há 3 anos

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O crescimento da cena de fintechs ajuda gigantes globais como a Visa a inovarem, segundo o diretor executivo de Inovação da companhia no Brasil, Erico Fileno.

A empresa promove sessões de cocriação envolvendo os clientes da Visa (bancos, adquirentes, comércio) e fintechs. O cliente identifica um problema de seus consumidores, e a Visa convida startups, aceleradoras e player distintos para ajudar a encontrar uma solução, usando o método design thinking.

Erico é quem coordena as sessões de cocriação, além de ser o responsável por todas as iniciativas de inovação da Visa no Brasil.

“Hoje a gente precisa se abrir e se conectar, se quiser inovar no setor de meios de pagamento. E nada melhor do que se conectar com startups”, resumiu Erico.

Leia abaixo a entrevista que ele concedeu ao StartSe e à Let’s Talk Payments, empresa global de conteúdo e dados sobre fintechs.

Erico Fileno, diretor executivo de Inovação da Visa no BrasilQue benefícios uma empresa gigante como a Visa pode extrair do ecossistema de fintechs, seja no Brasil, seja no mundo?

Erico Fileno: O que a gente acaba extraindo é a possibilidade de trabalhar com inovação aberta. Hoje a gente precisa se abrir e se conectar, se quisermos inovar no setor de meios de pagamento. E nada melhor do que se conectar com startups.

No ano passado, nós criamos o Innovation Studio, um centro com atividades de aproximação com nossos clientes – os bancos, os adquirentes e o comércio. Agora nós temos um quarto elemento que são as fintechs. Isso é no mundo.

No Brasil, nós atuamos em um programa de aceleração com a Startup Farm, no qual a gente pega startups em fase inicial. E temos também um programa em parceria com a aceleradora GSVLabs, no Vale do Silício, em que selecionamos fintechs brasileiras mais maduras, com dois a três anos, já com clientes e com tração, para trazer experiência internacional para as startups.

A Visa tem programas de aproximação de startups em diversos países. Você vê diferenças entre os ecossistema de fintechs do Brasil e de outros lugares?

EF: Sim. Em termos de diferenças em relação ao Brasil, chama atenção a região da Ásia-Pacífico. Uma startup quando se desenvolve em um país dessa região, com exceção da China, tem que ter a possibilidade de ser flexível o bastante para atuar também em outros países.

Lá existem startups muito disruptivas, que a gente não conseguiria implantar no Brasil, porque o Banco Central não deixaria.

O que vejo de diferença (entre o Brasil e a Ásia-Pacífico) é a maturidade. A gente está alguns anos atrás deles. Mas nos últimos três ou quatro anos isso tem melhorado muito. A cidade de São Paulo está chegando no top 10 do mundo em investimento externo em startups e fintechs. Nos últimos 12 meses temos visto muito investimento.

Cada país tem uma regulação própria do sistema financeiro. Até que ponto isso impede as fintechs de se tornarem globais?

O mercado brasileiro é bastante regulado, mas também é muito avançado. O sistema financeiro e bancário aqui tem produtos que se fossemos implementar lá fora seriam considerados uma inovação.

A regulação cada vez mais tem abertura ao diálogo. Dentro das associações de startups e fintechs do Brasil, tenho visto uma aproximação maior com o governo. O governo tem ouvido mais.

Sou bastante otimista quanto a isso. Desde a Comissão no Congresso para discutir blockchain e bitcoin até as reuniões com o Bacen.

O fato de as regras serem diferentes em cada país dificulta a internacionalização das fintechs?

Existe necessidade de adaptação tanto das fintechs querem ir para fora quando das que querem vir para cá. Uma fintech que criou um serviço inovador no exterior pode precisar se adaptar para implementar no Brasil, e o inverso também ocorre.

Mas aqui a gente tem uma vantagem, que é um mercado interno grande. Na média, 50% dos brasileiros têm acesso à internet. Outro ponto é a quantidade de pessoas ainda não bancarizadas, que são perto de 70% do mercado.

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na Startse Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com mais de 7.000 fintechs de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre o setor.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Registrando a sua fintech nas duas, ela vai ganhar visibilidade junto aos principais investidores nacionais e estrangeiros.

Sobre a Let’s Talk Payments

A Let’s Talk Payments (LTP) é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Esta entrevista foi realizada por Sílvio Crespo, colaborador regular da LTP, focado no mercado de fintechs do Brasil. Ele é CEO da SGC Conteúdo e autor do blog Dinheiro pra Viver.

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