Experiência do usuário e e-commerce lideram mudanças no varejo físico

Lojas físicas estão focando em melhorar atendimento e se tornam ponto de conexão entre cliente e marcas

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

21 de junho de 2018 às 11:24 - Atualizado há 2 anos

Em 2017, mais de 55 milhões de consumidores fizeram ao menos uma compra virtual – o que representa um aumento de 15% se comparado a 2016, conforme dados do relatório WebShoppers 2018 da Ebit. As lojas online continuam sendo alternativas cada vez mais populares de compra pelos motivos que já conhecemos – praticidade e facilidade -, consequentemente forçando que o varejo físico se reinvente para continuar competitivo. E uma das melhores maneiras de fazê-lo é garantindo uma boa experiência do cliente.

Uma das maiores premissas do varejo é muito simples: se o cliente gostar do produto e atendimento, ele volta. Essa se tornou uma das maiores técnicas de fidelização, pois transforma os clientes em fãs da marca. A loja física é um ponto positivo nesse caso porque se torna o local onde o consumidor e a marca se encontram – e não necessariamente para comprar, mas para se conhecerem.

Se uma marca é focada em maquiagem, ter um espaço físico onde os consumidores possam experimentar os produtos e conhecer os maquiadores da marca é essencial, mesmo que eles efetuem a compra posteriormente, na loja online. Esse é o caso da MAC, por exemplo – por mais que a marca possua seu e-commerce, realiza eventos trazendo maquiadores famosos e grandes personalidades do meio, transformando a loja física um ambiente para networking e até diversão dos consumidores. Em Milão, na Itália, a loja de cosméticos já ofereceu uma aplicação de maquiagem e um look completo para quem entrasse na loja física.

A distância e a facilidade dos e-commerces perdem a força quando a experiência possibilitada em uma loja física é interessante. A Nike, uma das maiores varejistas de artigos esportivos do mundo, está apostando nessa iniciativa. A marca criou uma loja conceito que expõe modelos antigos e raros, fazendo o papel de um museu. Os consumidores mais aficionados pela marca – ou os curiosos – agora frequentam a loja para ver de perto os modelos mais famosos.

E a marca ainda foi além, criando andares específicos para cada perfil de consumidor – quem gosta de corrida possui um espaço, bem como os fãs de basquete, que podem testar os produtos na prática antes de comprarem, na própria quadra que a loja oferece.

“Um mercado desenvolvido como o da América do Norte deve abraçar a mudança na infraestrutura do varejo. Aqueles que não se destacarem, serão deixados para trás”, afirmou o CEO da Nike, Mark Parker. Mas os números de consumo em lojas online no Brasil provam que essa mudança está acontecendo também no país – a Ebit estima um crescimento de 12% no faturamento do comércio eletrônico, atingindo o total de R$ 53,5 bilhões em 2018.

Iniciativa no Brasil

E esta é uma mudança que a Cia. Hering está acompanhando de perto, com várias iniciativas que incentivam inovações na experiência do varejo físico. No caso, após o encerramento das inscrições de seu primeiro programa de conexão com startups, a Cia. Hering está promovendo o Retail Tech Pitch Day, uma oportunidade para que startups apresentem seus pitches com foco em varejo para executivos da companhia no dia 16 de agosto na sede da empresa em Blumenau.

As startups escolhidas nesta data poderão realizar uma imersão nas áreas de negócio com maior sinergia da companhia e desenvolver um projeto piloto, aprendendo a partir da experiência de uma empresa líder no setor de varejo. Além disso, as startups poderão realizar conexões com executivos da Hering e se tornarem fornecedoras ou parceiras da companhia.

As inscrições para o Retail Tech Pitch Day já estão abertas e vão até o dia 22 de julho. Inscreva-se e leia o regulamento aqui!

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