À exemplo das fintechs, cooperativas de créditos querem se reinventar

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Por Lucas Bicudo

31 de julho de 2017 às 14:30 - Atualizado há 3 anos

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À exemplo das fintechs, muitas cooperativas de crédito estão adaptando seus modelos de negócio para atender um público que cada vez mais preza por agilidade nas negociações e facilidade no atendimento.

São 1.041 cooperativas, com 5.722 pontos de atendimento, de acordo com levantamento do BC realizado em dezembro de 2016. Ainda segundo dados da OCB, ao final do ano passado eram mais de 9 milhões de cooperados, com ativos de R$ 221 bilhões, depósitos de R$ 103 bilhões, empréstimos de R$81 bilhões e um patrimônio de R$ 36 bilhões.

“O mundo está num processo intenso e acelerado de transformação das formas de relacionamento das pessoas com os negócios. E as cooperativas estão inseridas nisso. O desafio é encontrar a harmonia entre o novo e a manutenção da identidade do cooperativismo”, discursa Harold Espínola, chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias (Desuc).

Cidmar Stoffel, diretor-executivo de Produtos e Negócios do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), por sua vez, acredita que as oportunidades exigem das cooperativas adaptação à economia colaborativa. A instituição está formatando plataforma digital que promova o engajamento a partir de comunidades e programas de fidelidade.

A Banricoop, por exemplo, em parceria com a Innoscience e o StartSe, está lançando um programa de conexão com startups: o Coonect. A ideia é estreitar relações que possam resultar na oferta de produtos e serviços aos clientes da instituição financeira. A melhor será contratada para realização de um piloto/prova de conceito e poderá se tornar fornecedora ou parceira da Banricoop.

“Percebemos que era necessário equilibrar o modelo de negócio em um tripé: prestar serviços, que é a essência das cooperativas; fomentar mercados; e assumir o papel de provedor de plataformas tecnológicas. Com isso, as cooperativas conseguirão enfrentar os players dos mercados em que vierem a atuar, seja o de serviços financeiros ou o agrícola, o de saúde, o de habitação”, faz coro Renato Nobile, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

“Se compararmos a regulação desse segmento digital no Brasil e no resto do mundo, estamos numa posição privilegiada. Já foram regulamentadas instituições de pagamento. O mercado de meios eletrônicos de pagamentos está sendo mais bem regulamentado. E isso é fundamental para a digitalização dos serviços financeiros”, avalia Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob (Banco Cooperativo do Brasil).

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