Esse é o jeito mais fácil de inovar e agradar o CEO da sua empresa

Da Redação

Por Da Redação

1 de junho de 2016 às 12:06 - Atualizado há 4 anos

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A sua empresa investe em startups? Não? Deveria.

O corporate venturing é importante para que você consiga trazer a inovação para dentro da sua empresa – mais fácil e barato arranjar uma startup que esteja inovando em sua área o que você quer do que montar uma equipe enorme para inovar in-house e sofrer com a burocracia de sua própria empresa (sabemos que empresa grande é burocrática, não?).

A pesquisa da Brasil Ventures sobre o andamento do corporate venturing do ano teve 37 respondentes de 13 setores diferentes – e 63% dessas empresas faturam mais de R$ 2 bilhões por ano.

50% dos respondentes declarou que o CEO é o grande patrocinador da inovação – logo, conseguir um resultado muito bom nisso iria agradá-lo. Bastante. Ninguém respondeu que o CEO não é, ou seja, que ele não se importa nem um pouco com inovação. CEOs querem novidades que vão ajudar suas empresas a se manterem competitivas.

Por conta disso, 7 em 10 empresas possuem estrutura dedicada para os programas de inovação, sendo que na maioria das empresas, há o entendimento que inovação está integrado ao planejamento estratégico. Contudo, 92% das empresas não contam com metas de inovação na remuneração de áreas comerciais.

A grande maioria dos negócios de inovação não passa nem o tempo todo pensando em novos negócios, já que só 29% possuem esse trabalho full-time e 13% de 51% a 75%. A tendência é trabalhar até 20% do tempo nisso, resposta de 38% dos entrevistados.

O resultado é que os executivos de inovação acreditam que não estão no caminho certo: mais de 2/3 não acreditam que a empresa faça inovação disruptiva e não terem acertado a mão nisso. A maioria acredita que suas empresas estão apenas fazendo “extensões” de produtos já existentes.

Além disso, 54% das empresas possuem menos de 10% de receitas provenientes de negócios que não existiam 5 anos atrás. É muito pouco. Apenas 8% possuem mais da metade da receita vindo de produtos novos.

Mesmo assim, vemos uma tendência de crescimento: só 25% dos respondentes acham que inovação aberta não resulta em novos negócios de impacto – ou seja, mesmo entre as empresas cuja receita é tradicional. 65% deles já participaram de eventos de empreendedorismo, 81% já interagiram com aceleradoras e 46% possuem relacionamento formal com incubadoras.

Outro ponto importante é que 68% tiveram contato formal com startups e 49% das empresas adquiriram empresas de pequeno porte em algum momento recente.

Contudo, 70% das empresas não possuem budget exclusivo para investimentos em startups. Mesmo as que possuem, o mercado não está muito agitado: 67% não investiram em nenhuma startup até agora em 2016, enquanto 9% investiram em um número entre 11 e 15 startups. Nenhuma empresa investiu em mais de 20 até agora. Entre as que investiram, a média é de 7 startups.

Quando investem, o comum é investir de R$ 101 a 500 mil (17%) ou mais de R$ 1 milhão (21%). A média, porém, é alta: R$ 2,6 milhões, sendo o investimento mais alto de R$ 15 milhões. Mesmo assim, é muito abaixo da média de US$ 21 milhões feita nos Estados Unidos.

As empresas recorrem ao corporate venturing ainda sem entender muito qual o seu objetivo: 83% afirmam que querem desenvolver novos negócios e 83% querem acelerar o pipeline de inovação. 24% pretendem criar relacionamento com potenciais aquisições.

Em 76% dos investimentos, o CEO precisa ser consultado pessoalmente para autorizar, mas em 55% das empresas existe um investment board. 41% o CFO é consultado, assim como o CTO. A maioria das empresas resolve dar suporte através sua expertise técnica (71%) e recursos como escritório e áreas comerciais (82%) depois do investimento.

89% das empresas entrevistadas, porém, nunca compraram uma empresa que estão em seus portfólios de investimento, e 75% delas não possuem um braço de corporate venturing estabelecido. E isso é muito importante: ele pode ser o responsável para fortalecer sua empresa, através de parcerias e aquisições. Se a sua empresa faz investimentos ou tem interesse em fazê-lo, não deixe de mandar um e-mail para o Vinícius, da Brasil Ventures, cujo e-mail é: vinicius@grupobrasilventures.com.br.