Entenda POR QUE sua empresa deve começar e trabalhar junto com as startups

Cristiano Kruel

Por Cristiano Kruel

24 de outubro de 2016 às 10:34 - Atualizado há 4 anos

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O que aconteceu?

Existe uma piadinha maldosa que diz existirem três tipos de pessoas. Aquela que fica imaginando o futuro e a todo momento pergunta “o que irá acontecer?”; outra que é muito observadora e ligada nas mudanças e regularmente indaga “o que está acontecendo?”; e a última, um tanto alienada, que geralmente questiona assustada:  “o que aconteceu?”. Se você é gestor de uma empresa estabelecida, esta brincadeira pode ajudar você entender se a sua empresa ainda estará competitiva em alguns poucos anos.

Pense rápido.

Como você descreve o seu mercado e a concorrência nos próximos três ou cinco anos? Você acha que seu mercado vai ser estável e sem muitas novidades, ou você imagina novos concorrentes e muita mudança no hábito de seus clientes? Você acha que suas disputas serão com os conhecidos competidores (‘incumbentes”) ou contra novos entrantes com propostas inovadoras e radicais (“insurgentes”)?

Certamente a sua empresa pensa e investe no futuro. Eu imagino o quanto se dedica a ciclos de planejamento estratégico, contratação de consultorias especializadas, formação de times de alto impacto, modelagem de processos baseados em “best practices”, implantação de sistemas de fornecedores renomados, gerenciamento de portfólio de evolução dos produtos e serviços, investimentos em pesquisas e tecnologias, e muito mais. Mas talvez, infelizmente, tudo isto seja insuficiente.

Sinto muito se você acha que sua vida será fácil.

Novos tempos já podem ser vistos claramente no horizonte, e se manter competitivo será mais complexo do que nunca. As empresas sempre inovaram – de uma forma ou outra – e todas adoram dizer que “gostam de inovar”. A verdade é que inovar nunca foi algo urgente, apenas algo legal lá do programinha de ideias, do produto repaginado, da campanha de vendas criativa, ou daquele P&D que ninguém leva muita fé. Mas agora, as mudanças estão se acelerando e a inovação é urgente, para ontem e para sempre. As empresas serão pressionadas a observar as tendências com novos olhos, prever com mais rapidez, agir em ciclos curtos, conectar a novos ecossistemas, desenvolver novas capacidades e executar com agilidade.

O grande desafio é que as empresas normalmente são boas em expandir e escalar seus modelos de negócios, mas não são boas para destruir e recriar negócios – criar rupturas – o que torna suas mudanças muito lentas. Por mais que as empresas tentem, elas não têm conseguido competir com a nova dinâmica de criação de novos negócios que está acontecendo no mercado.

O novo ecossistema de inovação.

Imagine! São milhões de pessoas lá fora – jovens e velhos, pobres e ricos, estudantes, autodidatas, PhDs, ex-executivos desempregados, profissionais com altos salários e de todas as áreas, pequenos investidores e grandes fundos de capital de risco – todos pesquisando tecnologias e mercados, interagindo com e como clientes, criando protótipos, tentando, testando e aprendendo rápido. Todos querendo criar rupturas no mercado que as empresas estabelecidas tanto conhecem e dominam. E nunca foi tão fácil e barato tentar criar um novo negócio de grande impacto e escalável. Nunca foi tão fácil e barato criar uma Startup.

Bem-vindos à Startup Economy! Este novo ecossistema está criando novos produtos e modelos de negócios disruptivos, mas também desenvolvendo novas práticas e métodos de gestão para acelerar a inovação. Esta “nova economia” é ao mesmo tempo a maior ameaça e a maior oportunidade que já surgiu.

Sua empresa – ou você – precisa se conectar a este novo ecossistema. Seja participando de eventos e pesquisando como tudo funciona, seja pesquisando startups que poderiam ser fornecedoras ou parceiras do seu negócio (“startup screening, startup scouting”) ou até mesmo investindo capital de risco (“corporate venture capital”). É melhor não procrastinar, senão você pode ser aquele a perguntar “o que aconteceu?”.